Madeireiros, pecuaristas, crescimento demográfico desordenados estão entre os principais responsáveis pela visão catastrófica do futuro de nossas florestas diante de um governo indiferente.
O fogo, utilizado para queimar a mata para dar lugar aos pastos, leva consigo milhares de árvores nobres, além de destruir o habitat de centenas de espécies animais.
Nessas pegadas do ?bicho-homem?, fica um cenário de terras devastadas, terrenos áridos e povoados miseráveis, heranças da exploração desenfreadas dos ambiciosos, inimigos da natureza.
No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore. Na verdade, na nossa visão, é pouco e insignificante essa menção, em se tratando da proteção das nossas florestas, levando em consideração o que elas representam para a nossa boa qualidade de vida.
Hoje, são comuns questionamentos acerca desse assunto no mundo globalizado. Porém, ver ações práticas e eficazes, por parte de nossas autoridades, as que têm o dever de gerenciar e fiscalizar as agressões explícitas que nossas florestas vêm sofrendo ao longo desse tempo, é uma utopia.
Já ouvimos falar muito dos nossos principais Biomas como a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica e o nosso próprio Cerrado e Pantanal e as agressões que vêm sofrendo por conta do desenvolvimento, pela ambição e ganância do homem.
A exploração irracional, a extração de madeiras e ainda o desmatamento que cresceu este ano, aproximadamente 30%, em média, no Mato Grosso do Sul é comprometedor.
Somados ao desmatamento para a formação de novas pastagens e para o plantio da cana de açucar, na região de transição e cerrado, onde nascem os principais rios do Pantanal, é preocupante, por se constituir em risco eminente para a perpetuação dos nossos principais Biomas da região, o Pantanal e Cerrado.
O pior é que todas essas degradações ambientais acontecem explicitamente sob os olhares de nossas autoridades e são poucas as que se manifestam contra esses crimes ambientais. Os inimigos da natureza não têm nenhum cuidado e constrangimento para cometerem esses tipos de crimes ambientais.
Seja na cidade ou no campo, como acontece em Aquidauana e Anastácio, onde falta consciência ecológica e sobra muita ousadia. Essas ?pequenas atitudes maléficas?, praticadas em nossa região, somadas às ações criminosas praticadas em grande escala, podem reservar um futuro sombrio para essa e futuras gerações e comprometer a perpetuação de toda a flora e fauna em âmbito Global.
Os nossos principais biomas estão em rota de comprometido total. Um dos principais mecanismos que poderia estancar essa ?sangria?, crime ambiental, é sem dúvida a Educação Ambiental. Ela esta inserida em toda área de atuação do ser humano, porém, se não for bem aplicada poderá ser falha e comprometer todo um trabalho.
Os nossos principais biomas, como um todo, Mata Atlântica, Floresta Amazônica, em especial o nosso Cerrado e Pantanal, nos últimos cinqüenta anos, vem sofrendo várias agressões em nome de um desenvolvimento sem sustentabilidade, em busca do melhor conforto e da tão almejada ?boa qualidade de vida?.
A Educação Ambiental e a participação de todos, Governo e Sociedade, aliados à base familiar, são mecanismos determinantes nesse contexto para restabelecer o equilíbrio ambiental dentro dos mecanismos que a própria Natureza possui. A natureza agradece!
?PEQUENAS ATITUDES FAZEM DIFERENÇA?
SGT LÍDIO DE SOUZA NETO - ESPAÇO VERDE