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Manoel Afonso

AMPLAVISÃO 1152 ? ?Escândalos não alteram pesquisas na capital?

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O DEBATE A pretensão do Planalto em unificar o ICMS para ?acabar com a guerra fiscal? entre os Estados é repelida na classe política e empresarial. A opinião dominante é que MS perderá o poder de fogo ou de barganha na atração de indústrias. 
 
SERGIO LONGEN (FIEMS) tem  autoridade para dizer que com a alíquota única de 4% do ICMS muitas indústrias deixarão o Estado, provocando desemprego e queda na renda. Todo o trabalho de atrair indústrias  seria destruído a curto prazo.  
 
LEMBRA  a senadora Simone Tebet que a proposta prejudica 9 Estados e para MS a queda seria de 16%, perto de R$360 milhões mensais. Citou ainda a situação cômoda de São Paulo; independe do ICMS, pois fatura alto com o IPI e os royalties. 
 
BALELA? A proposta de se criar um ?fundo? para dividir recursos visando compensar os prejuízos dos Estados é rechaçada pela senadora. Cita o golpe do Planalto com a Lei Khandir que isentou do ICMS nossos produtos agrícolas para exportação. 
 
PÉ ATRÁS Apesar dos argumentos do ministro Levy, o governador Reinaldo  está ressabiado. Como tocar o Estado com menos dinheiro? Esse ?fundo?  dependente do dinheiro sujo a ser repatriado é uma incógnita, passa insegurança e dúvidas.
 
EXPLICANDO: É um Projeto de Resolução da Presidência da República, apreciado só no Senado; não passa pela Câmara. Aprovado, vai direito ao Executivo para sancioná-lo. Como ele beneficia a maioria dos Estados (ricos) a aprovação é certa!
 
DELCÍDIO  É acusado por Simone de  articular a  aprovação deste projeto em prejuízo ao MS. Ele se defende, diz tratar-se de interpretação equivocada face as garantias  dadas pelo Planalto. Um assunto que será explorado politicamente no futuro. 
 
A BATALHA  Acusado de 6 irregularidades o prefeito Olarte respira graças a sólida base parlamentar.  A tendência é que ele permaneça no cargo por força dos dispositivos que devem embasar sua defesa, independente das manifestações em plenário. 
 
ANOTE: A derrubada de Olarte interessaria de perto ao PT por motivos óbvios. Aliás, a escolha de Campo Grande para receber a fiscalização da Controladoria Geral da União  é uma ?baita coincidência?, mostra o dedo de gente graúda neste episódio.  
 
DEFINIÇÃO  de Lauredi Sandin, do IPEMS: O candidato tem que estar na agenda do eleitor ; não há espaço para nomes saídos da cartola; conta muito a baixa rejeição individual.  Confira abaixo as conclusões do cenário atual em Campo Grande. 
 
VEJAMOS: André, Reinaldo e Nelsinho ? pela ordem ? seriam os grandes eleitores que transferem prestígio. Os últimos escândalos não teriam abalado o prestígio dos peemedebistas que continuam  muito presentes no imaginário do eleitor.
 
MARQUINHOS: Não teve desgastes algum em seu prestígio após o ?Lama Asfáltica? e sua rejeição é incrivelmente baixa. Sua associação ao irmão Nelsinho não o prejudica e sim o beneficia.  As dúvidas nestes dois questionamentos foram sanadas.
 
SIMONE: Apesar de seu distanciamento do embate, continua fortíssima e sem rejeição. A seu favor os eleitores citam a influência do pai e a experiência como prefeita de Três Lagoas. Pasmem! Seria a adversária de Marquinhos no segundo turno. 
 
BERNAL:  Apesar de estar frequentando a mídia para tentar voltar ao poder, não cresceu nas pesquisas a ponto de desbancar Marquinhos. Aliás, ficaria de fora do 2º turno com Simone candidata. Tem dificuldades de agregar apoiamentos. 
 
O CENÁRIO mostra o PT enfraquecido, sem um nome pontuando com destaque.  Também a vice governadora Rose aparece  ainda sem a musculatura ideal, mas não se pode esquecer: tem carisma, poder de fogo e um padrinho muito forte.  
 
GOLPE?  Para o deputado Barbosinha o PT acostumou-se na surfar na maioria e agora critica a oposição contra Dilma. Na sessão desta quinta feira ele usou da tribuna para rebater com lucidez o discurso de Kemp sobre a tal ?tentativa de golpe?.
 
BARBOSINHA   lembrou: o PT cresceu nas ruas, não pode recriminar a livre manifestação popular.  Ressaltou que as ações da ?Lava Jato? estão dentro da lei e que não procedem as críticas e lamúrias petistas contra o Juiz Sergio Moro. 
 
IMPEACHMENT  Lula tenta salvar o Governo. Mas no TSE dois ministros já votaram pela investigação do governo Dilma. Os desdobramentos da Lava Jato assustam o PT e tem gente da CUT falando em pegar em armas. Ué! A Venezuela é aqui?
 
NAS RUAS  Só os petistas tem motivos para ficar em casa. Questiono: mas será que  eles teriam desconto exclusivo nas compras dos supermercados, na conta de energia e dos combustíveis? Só pode! Vivem outra realidade, sem inflação é claro! 
 
ZÉ TEIXEIRA   Lembra: apenas  procedeu a normatização da assistência médica aos deputados face a nova realidade econômica,  economizando R$400 mil mensais. Com sua franqueza, mostra os desafios que vai vencendo no cargo de secretário.
 
INUSITADO Deputado Marcio Fernandes proporá o fim do limite mensal ( hoje de 20) da gratuidade nas viagens de ônibus intermunicipais  aos cegos, além do desconto ( pela Energisa) na taxa de iluminação pública e do consumo residencial. 
 
EVIDENTE que o projeto motivará debates, mas após o encontro com o presidente da Associação dos Deficientes Visuais da capital, Silvano Azevedo, o deputado saiu convencido: trata-se de um segmento social desprotegido que sofre calado. 
 
 
?Cometi um erro, não um crime?. (ex-ministro José Dirceu) 

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