Maria de Lourdes Medeiros Bruno
( Castro Alves Vozes D’África)
Texto redigido com a chegada da PRIMAVERA.
Sim! A resposta deve aparecer diante dos fatos: árvores cortadas, em volta da Praça da Matriz, num momento tão singular: chegada da primavera, clima quente. Por que aconteceu tal fato?
Visibilidade?
E em se tratando de tão famosa visibilidade, segundo o dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, na página 786, quer dizer que definir visível, significa “evidente”, “que se pode ver”.
Bem, a Matriz, ou melhor Paróquia Nossa Senhora da Conceição, por si só e pela sua magnitude arquitetônica na forma e na construção, já é soberana.
Bastaria uma poda das árvores e a mesma sobressairia tão bem, e ainda com maior imponência.Sugestão, apenas.
Há de se observar que não são as árvores que a impedem, mesmo porque, no contexto das obras , realizações, acontecimentos , eventos é conhecida. Sem dúvidas.
Só para relembrar, em 2007, na Campanha da Fraternidade e no Dia Nacional da Juventude uma parte foi plantada.
Observando-se, ainda que duas senhoras plantaram e cultivaram outras árvores.Não poderia ser considerado o desrespeito aos trabalhos dos cidadãos e cidadãs?
Visibilidade, também, por estar ligada ao campo da transparência, exatidão, justiça. E em se tratando de um templo religioso, com muitos anos de existência precisaria do corte das mesmas, para aparecer?
E já que estamos na tão famosa e propalada democracia, algumas perguntas relativas ao corte e a retirada das árvores surgem:
os alunos do Curso de Biologia (CEUA) e os de Engenharia Florestal (UEMS) foram ouvidos, nas sugestões e ideias para tal situação?
e o posicionamento da Câmara de Vereadores de Aquidauana e do Ministério Público para possíveis sugestões?
quanto à população? Teve voz e voto?
já se apresenta ou se apresentou algum projeto? Custos e viabilidade do mesmo?
alguma maquete, da possível futura Praça da Matriz já foi preparada e apresentada à comunidade em geral ?
crise...é palavra constante do momento.Quais verbas seriam destinadas à moderna urbanização?
Enfim, questionamentos...apenas.
E, para encerrar, mais um: não seria mais fácil retirar as bicicletas das calçadas, que a cada dia aumentam mais?
“E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
Mas fica escrita a sentença.”
(Cecília Meireles Romanceiro da Inconfidência)
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Bibliografia:
TARANTO Goulart Audemaro, Vieira da Silva, OSCAR da. Estudo Dirigido de Literatura Brasileira.
MEIRELES,Cecília.OBRA POÉTICA.Volume 5.Rio de Janeiro,GB:Companhia José Aguilar.,1972,452.
NOTA DE FALECIMENTO
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