Maria de Lourdes Medeiros Bruno
“TENHO OS MEUS LIMITES. O PRIMEIRO DELES É MEU AMOR-PRÓPRIO”
(Clarice Lispector 1920/1977)
Exatamente o “amor-próprio”, o sentimento que cada ser humano nutre por si mesmo, e sem restrições.
Único e inexplicável diante do mundo. Só temos que senti-lo a vida inteira e trabalhar incessantemente para que o próximo não o destrua.
E a cada dia temos um obstáculo a transpor, conservando-o sempre nas alturas.
É o famoso trabalho do relojoeiro. Peça por peça. Atitude por atitude. Ideia por ideia. Pensamento por pensamento. Caso, aos poucos vai sendo corroído. Dilacerado e aí ele se esvai, no meio dos acontecimentos que perturbam quem tenta resgatá-lo.
E aí reside o limite do amor-próprio.
Não pague para ver.
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Fonte do título do texto: @almadocorpo@leluska.muniz.
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