Maria de Lourdes Medeiros Bruno
“O Sonho Acordado é Que é a Realidade”
“(...) Eu, gazela espavorida e borboleta amarela. Eu não passo de uma vírgula na vida. Eu que
sou dois pontos. Tu, és a minha exclamação. Eu te respiro-me.
Eu sou oblíqua como o voo dos pássaros. Intimidade, sem forças, sem esperança, sem avisos, sem notícias –tremo –toda trêmula. Me espio de viés.
Que esforço eu faço para ser eu mesma. Luto contra uma maré em nau onde sé cabem meus dois pés em frágil equilíbrio ameaçado
Viver é um ato não premeditado. Brotei das trevas. Eu só sou válida para mim mesma. Tenho que viver aos poucos não dá para viver tudo de uma vez. Nos braços de alguém eu morro toda. Eu me transfiguro em energia que tem dentro dela o atômico nuclear. Sou o resultado de ter ouvido uma voz quente no passado e ter descido do trem antes dele parar – a pressa é inimiga da perfeição e foi assim que corri para a cidade perdendo logo a estação e a nova partida do trem e seu momento privilegiado que desperta espanto tão colorido, que é o apito do trem, que é adeus.”
Bibliografia:
CLARICE, Lispector. Um Sopro de Vida/pulsações. 18. ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira 1978.Pag.33. /34.
Saúde
Dados ajudam a orientar ações de prevenção e saúde pública; município também havia aparecido entre os cinco primeiros no levantamento referente ao primeiro quadrimestre
Ação da Polícia Civil
Cachorro apresentava lesão na cabeça e infestação por parasitas e precisou ser internado; prisão ocorreu após avaliação veterinária
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