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Maria de Lourdes Medeiros Bruno

"A IMITAÇÃO DA ROSA"

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"A Imitação Da Rosa"

“E também porque uma coisa bonita era para se dar ou para se receber, não apenas para se ter.E, sobretudo, nunca para se “ser”. Sobretudo nunca se deveria ser a coisa bonita. A uma coisa bonita só faltava o gesto de dar. Nunca se devia ficar com a coisa bonita, assim como que guardada dentro do silêncio perfeito do coração. (Embora, se ela não desse as rosas, nunca ninguém jamais iria descobrir? Era horrivelmente fácil e ao alcance e ao alcance da mão ficar com elas , pois quem iria descobrir? E elas seriam suas, e a as coisas ficariam por isso mesmo e não se fala mais nisso...)

Bibliografia: 

LISPECTOR, Clarice, 1925./1977 Laços de família: contos.11.ed. Rio de Janeiro, J. Olympio,1979.Pag.51.


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