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                                <title><![CDATA[O Pantaneiro - Paulo Corrêa de Oliveira]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Paulo Corrêa de Oliveira do O Pantaneiro</subtitle>
                                                    <updated>2026-09-11T13:29:11+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Uma ponte faz cem anos e outra nasce]]></title>
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                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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                <![CDATA[Neste ano de 2026, Aquidauana ganha dois motivos para festejar. No dia 29 de novembro, a Ponte Roldão de Oliveira, ou a chamada Ponte Velha, completa cem anos de existência (29/11/2026). Essa ponte, d...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste ano de 2026, Aquidauana ganha dois motivos para festejar. No dia 29 de novembro, a Ponte Roldão de Oliveira, ou a chamada Ponte Velha, completa cem anos de existência (29/11/2026). Essa ponte, de estrutura metálica, liga Aquidauana à Anastácio sobre o Rio Aquidauana, tendo sua silhueta se tornado um importante cartão postal da cidade.</p>

<p>A construção da ponte demorou sete anos. Por vários motivos: O intendente geral, autorizado pela Câmara Municipal contraiu um empréstimo interno, por meio de subscrição popular (apólices), mas não conseguiu alcançar o valor necessário para o empreendimento. Houve então, para sanar o problema, um empréstimo adicional dos senhores Estêvão Alves Corrêa, Ignácio Derzi e do Banco do Brasil, com sede em Corumbá. Com uma enchente do rio Aquidauana, o pilar em construção foi torcido e foi necessário sua demolição e reconstrução, aproveitando para fazê-lo agora, em nível mais alto, evitando novas enchentes. A firma de São Paulo contratada para fazer a montagem da ferragem, negou fazê-lo pelo preço então estabelecido em 1919. Assim, quem assume a responsabilidade, na emergência, é Casemiro Bruno e   Manoel Mendes & Irmão que a finalizam em 1926.</p>

<p>Neste mesmo ano de 2026, nasce uma nova ponte ligando os municípios de Aquidauana e Anastácio. No dia 31 de julho, o Ministro dos Transportes, George Santoro, inaugura a ligação das BR- 419 com a BR-262, através de uma ponte nova. Foi um nascimento sem nenhuma pompa e circunstância, diferente de sua irmã centenária. Nada de pedra fundamental, nem inauguração festiva popular, nasce pagã, sem nenhum batismo oficial.</p>

<p>Os municípios de Aquidauana e Anastácio passam a ter agora quatro pontes de ligação: A Ponte Centenária, Ponte Velha ou Roldão de Oliveira.  A Ponte Nova, ou Coronel Antônio Trindade. A Ponte Boiadeira, que pelo próprio nome indica sua finalidade de ligar a Colônia Buriti com a área próxima ao frigorífico de Anastácio. E a ponte, recente, que faz a ligação das duas rodovias federais BR-419 e BR-262.</p>

<p>Aquidauana passa a ter uma nova entrada, para quem chega de Campo Grande dirigindo-se para o perímetro urbano da cidade. Ainda é uma ligação simples. Esperamos que uma grande avenida possa ser criada substituindo a Estrada Aquidauana- Cera para acolher mais dignamente, e com segurança, os visitantes.</p>

<p>Não posso deixar de sugerir um nome para essa nova ponte: “Ponte Dr. Baiano”, como era conhecido o Dr. Clealdon Alves de Assis, que teve enorme destaque na aviação regional (instrutor do Aeroclube), no setor jurídico (advogado) e no cenário político (vereador em dois mandatos). Foi a pessoa que mais sonhou com a abertura e o asfaltamento da BR-419. Essa rodovia era motivo do seu transbordante entusiasmo. Defendia a extrema importância logística que essa estrada traria para Aquidauana, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Consolidada sua existência, a BR-419 vai se tornar, provavelmente, uma fecunda Rota Bioceânica.</p>]]></content>
                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2026-09-08T18:15:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-11T13:29:11+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O Caçador de Diamantes]]></title>
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                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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                <![CDATA[Era uma vez um menino chamado Zé Estêvão. Era uma vez, Décio, seu irmão mais velho. Ambos nascidos em Aquidauana. Décio foi fascinado pela arte do cinema. Tanto que, em 1941, edificou um cinema, templ...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p dir="ltr">Era uma vez um menino chamado Zé Estêvão. Era uma vez, Décio, seu irmão mais velho. Ambos nascidos em Aquidauana. Décio foi fascinado pela arte do cinema. Tanto que, em 1941, edificou um cinema, templo cultural da cidade.</p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Zé Estêvão começou sua vida profissional como fotógrafo. Com a influência familiar pelo cinema, pois seu irmão, Décio, era dono do Cine Glória, sua mãe, nos primeiros tempos, era bilheteira e seu pai, porteiro; Zé Estêvão se uniu ao irmão nas filmagens de documentários de carnaval e festas cívicas na cidade, que eram sucessos populares vistos no cinema da família.</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Era uma vez um menino, chamado Antônio, que morava em Bela Vista. Lá, Zé Estêvão, montou sua Casa Foto e, conheceu seu amigo, Antônio Garcia. Ele dizia que Zé Estêvão era o irmão que ele nunca teve, pois possuía só três irmãs, que residiam em Ponta Porã. </span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Um dia, Garcia apareceu com um livreto chamado X-9. Ele se encantou com uma história lida, de garimpo, e o levou ao Zé Estêvão. Eles sonharam juntos a criação de um filme, baseado nessa história.</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Garcia mudou-se para Aquidauana. Trabalhou como locutor de rádio, e criou um serviço de alto-falante no Bairro Alto. Mais tarde, construiu literalmente, à mão, ou à marteladas, a sua Rádio Independente, ou, a chamada, popularmente, Rádio Martelinho.</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Zé Estêvão voltou novamente para sua cidade natal. E os dois amigos retornaram o velho sonho de realizar um filme. O título escolhido: O Caçador de Diamantes.</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">A história começaria com um carteiro (Zé Estêvão) que tomaria conhecimento da existência de um filão de diamantes inexplorado, em terra indígena. Há interferência de um vilão. Há uma ambientação numa aldeia indígena inóspita. Há o rio Aquidauana. Há a disputa por um amor. No final, tudo terminaria bem, como os clássicos filmes americanos: O carteiro retornaria para sua cidade, com o sapicuá cheio de diamantes e trazendo, na canoa, sua amada que, por uns tempos, ele acreditava ter sido assassinada pelo vilão.</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Garcia cultivou, por alguns meses, uma enorme barba, para sua figuração, como ator. Eles iniciam as filmagens em 1957. Infelizmente, por falta de recursos, acabaram desistindo da idéia.</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Otávio Guizzo, crítico de cinema, em 1972, vendo trechos dessa filmagem, comentou: “Meninos, vocês precisam ter visto o que eu vi no copião desse filme... Que coisa fantástica para a época. Tendo Zé em primeiro plano, travestido de carteiro... Cenas do José Estêvão como garimpeiro rodando rio abaixo em canoa...Existem tomadas de cenas lindíssimas feitas das margens do rio, aparecendo em primeiríssimo plano cipós e ramagens e em segundo plano, bem focada, a canoa deslizando rio abaixo. Existe outra, de grande beleza plástica, feita do meio da canoa onde focaliza a ponta da mesma avançando qual um aríete por aguapés. Essa é ontológica mesmo! Noutra o José Estêvão atraca a canoa na beira do rio, abre uma lata de sardinha e começa a se alimentar sem notar que sorrateiramente uma cobra se aproxima. Cena cheia de suspense e muito bem feita... Cortes precisos, planos os mais diversos; carrinhos, enfim, pela pequena amostra sente-se que o diretor entende do riscado... Não deixo por menos, se este filme fosse concluído à época e se o grande Vilas Lobos o visse faria de bom grado a partitura musical do mesmo.”</span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Para término desse relato, informo que todas as personagens envolvidas neste fantástico sonho, o vento levou. </span></p>

<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-af88102c-7fff-aca2-e38d-f49573d4dc00">Consta-se que nos arquivos da Cinemateca de São Paulo estão guardadas cerca de uns quinze minutos de “O Caçador de Diamantes”. O filme que teria sido, em Mato Grosso do Sul, um dos pioneiros dessa arte..</span></p>

<div> </div>
]]></content>
                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2023-08-18T17:36:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:25+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[OS DEDOS DO CRISTO DE MEU AVÔ]]></title>
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                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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                <![CDATA[O Cemitério Municipal de Aquidauana lembra um plano surreal de organização. Somente os familiares conseguem localizar os túmulos dos seus entes queridos. Não há um arruamento ou uma orientação numéric...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Cemitério Municipal de Aquidauana lembra um plano surreal de organização. Somente os familiares conseguem localizar os túmulos dos seus entes queridos. Não há um arruamento ou uma orientação numérica. Os jazigos, capelas e túmulos, se amontoam em todos os sentidos, com distâncias praticamente impossíveis de existir.</p>

<p>O túmulo do meu avô possui uma imagem de Cristo, em mármore branco, quase em tamanho natural. Ele segura suas vestes com a mão esquerda e, com a direita, estendida, parece abençoar o local. Pois bem, um fato deplorável aconteceu com esta escultura, justamente na mão que abençoa: Há já alguns anos, um vândalo ou talvez um fanático religioso, não sei, golpeou a imagem, decepando dois de seus dedos. Constatei esse fato, visitando o cemitério, e fiquei indignado com a ocorrência. Entretanto, olhando para o chão, verifiquei que os dois dedos, agrupados e decepados, estavam ali mesmo, junto ao túmulo.</p>

<p>Pensei que poderia resolver esse caso, colando os dedos com uma cola “Super Bond”. Assim o fiz. E o Cristo voltou a abençoar, com os dedos completos.</p>

<p>Alguns meses depois, fui ao cemitério e constatei que, talvez o mesmo vândalo, havia atentado novamente contra a imagem do Cristo. Só, que desta vez, decepou todos os dedos que abençoavam. Não encontrei, em volta do túmulo, nenhum vestígio dos pedaços de mármore. Nova indignação! Mas, desta vez, sem nenhuma possível solução.</p>

<p>Mais um tempo decorreu, não sei se meses ou anos, quando, numa ida ao Cemitério Municipal e visitando o túmulo do meu amigo e ex-colega de magistério, Arnaldo Begossi, chamou-me a atenção, ali perto do seu túmulo, o brilho de uma pedrinha branca meio enterrada na grama. Pois bem, para provocar em mim um espanto do acaso, ou um mistério do além, eram os dois dedos do Cristo do meu avô que eu havia anteriormente colado. Longe, talvez uns sessenta metros da estátua decepada.</p>

<p>O ambiente introspectivo do cemitério provocou em mim um imaginário telúrico: A imagem do Cristo, sem os dedos, nos transportou para novas indagações imateriais e, a lembrança do meu amigo, que, em vida, era obcecado pela figura de Jesus de Nazaré, tumultuou minha cabeça. Haveria uma lógica em tudo isso? O fantástico, o extraordinário, teria acontecido ali? Não sei!... Talvez nem a nossa vã filosofia decifre esse relato acontecido entre o céu e a terra...</p>

<p>Colei novamente os dois dedos na imagem, e fiquei esperando que um milagre    pudesse desvendar o mistério, com o achado dos outros três dedos faltosos.</p>

<p>Muitos anos se passaram. Eu, sempre visitando o cemitério, com muita atenção, olhando para o solo, com cuidado, e perguntando: Os dedos do Cristo algum dia serão encontrados, talvez próximo a algum túmulo que os abrigue e revele?</p>

<p>Hoje, depois de anos de espera e de esperança de encontrar um final feliz para esse mistério, tomei uma decisão intempestiva: reproduzir e colar os três dedos faltosos, moldando-os com uma massa de “Durepoxi”.</p>

<p>Pronto!  Acabou o mistério!</p>

<p>O Cristo do meu avô, Estêvão Alves Corrêa, um dos fundadores da cidade de Aquidauana, conta agora com os dedos completos na sua mão que abençoa.</p>
]]></content>
                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2022-10-17T18:36:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:23+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[ROLDÃO DE OLIVEIRA – PEQUENA BIOGRAFIA]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.opantaneiro.com.br/coluna/paulo-correa-de-oliveira/2021/04/26/roldao-de-oliveira-pequena-biografia.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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            <summary type="html">
                <![CDATA[O farmacêutico, Roldão de Oliveira, foi Intendente (Prefeito) de Aquidauana em 1918. Era irmão de Dorval Carlos de Oliveira, prático de farmácia, e também Intendente (Prefeito) de Aquidauana nos anos...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>O farmacêutico, Roldão de Oliveira, foi Intendente (Prefeito) de Aquidauana em 1918. Era irmão de Dorval Carlos de Oliveira, prático de farmácia, e também Intendente (Prefeito) de Aquidauana nos anos de 1921 e 1936. Roldão e Dorval, coincidentemente farmacêuticos e ex-prefeitos de Aquidauana, faziam parte de uma família de 16 irmãos.</p>

<p><br />
O pai deles, José Carlos de Oliveira, foi tenente-coronel da Guarda Nacional e conhecido por “Coronel José Carlos”. Era proprietário da Fazenda Boa Vista, no distrito de Muriaé, então pertencente ao município de Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro.     </p>

<p>                                                                <br />
Roldão nasceu em 20.09.1880, na Fazenda Boa Vista, como todos seus irmãos.</p>

<p><br />
Seu pai faleceu em 1895, com 62 anos de idade. Por medida econômica, Roldão foi obrigado a deixar o colégio em Campos (RJ). Foi então trabalhar como prático de farmácia em Patrocínio de Muriaé (MG).  Em 1899 chefiou um serviço de ambulância para atendimento de doentes, em Itaperuna (RJ). Conseguiu mudar-se para Ouro Preto, afim de prosseguir os estudos no famoso ‘’Colégio Mineiro”. Seu irmão, Washington, conseguiu parte dos recursos, administrando o sítio de café, herdado do pai. Roldão complementava a despesa, com o trabalho de professor de matemática. Formou-se em farmácia, em 1905, na cidade de Ouro Preto. </p>

<p><br />
Foi, então, para Bicas (MG), gerenciar uma farmácia. Lá, ele se casa com Maria Adelaide Horta de Oliveira, irmã do médico Luiz de Miranda Horta (Dr. Horta foi clínico em Aquidauana. Casou-se com Blides Alves Corrêa, filha do Coronel Estêvão Alves Corrêa, um dos fundadores da cidade de Aquidauana. Foi Constituinte Mato-Grossense em 1934 e membro da Assembleia Legislativa que a sucedeu).</p>

<p><br />
Roldão e Maria Adelaide (Nhanhá) mudam-se para Porto Esperança, no Estado de Mato Grosso uno, onde ele foi chefe da “Farmácia da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil”. Posteriormente, mudam-se para Aquidauana, na época, entre 1910 e 1920, com cerca de dois mil habitantes. Estabelece a “Farmácia Central”, localizada na Praça da Imaculada Conceição, esquina onde se encontra atualmente o pátio esportivo da “Escola Paroquial”. Segundo Roldão, a farmácia serviu inúmeras vezes de hospital, maternidade e pronto socorro para a população. </p>

<p><br />
Em Aquidauana, Roldão foi também professor (aritmética e álgebra) no colégio denominado Instituto Pestalozzi. Foi vereador e depois prefeito da cidade. Seu maior orgulho foi ter dado à cidade a ponte de ferro que unia as duas partes urbanas da cidade. A estrutura da ponte foi comprada de um engenheiro, seu colega do tempo universitário em Ouro Preto.</p>

<p><br />
O ilustre advogado. Dr. Luiz Alexandre de Oliveira, comentando em “Aquidauana do Princípio do Século”, atribui ao farmacêutico e ex-prefeito, dois grandes méritos: o empreendimento da ponte de ferro e o privilégio de exterminar um surto de malária que irrompeu, na época, em Aquidauana.</p>

<p><br />
Muitos anos depois, a Câmara de Vereadores de Aquidauana, batizou a ponte com o nome de “Ponte Prefeito Roldão de Oliveira”.</p>

<p><br />
Roldão, depois desse cargo político e administrativo, deixou o Estado de Mato Grosso para radicar-se em São Paulo, onde as oportunidades seriam melhores para seus filhos, já em idade escolar. Mudou-se para a cidade de Campinas, onde teve duas farmácias: “Farmácia Roldão” e “Farmácia Fabiano”. Mais tarde, mudou-se para São Paulo, capital, tendo em vista os estudos de um dos filhos, e dedicou-se a trabalhar, durante trinta anos, como viajante comercial de um mesmo laboratório. Depois de aposentado, dedicou-se a outro laboratório, agora como seu responsável. Nessa atividade, legou à farmacologia a fórmula original de um remédio, e que trazia seu nome no rótulo: anapyon. </p>

<p><br />
Faleceu no dia 20.03.1972, com noventa e três anos de idade, em São Paulo.</p>

<p><br />
Atravessava a Avenida São João, perto do local onde morava, quando foi atropelado por um carro. Estava lúcido até o seu trágico fim de vida. Seu irmão, Dorval, permaneceu morando em Aquidauana, ativo com sua “Farmácia Dorval”, até pouco antes de falecer, no dia 24.12.1963 (Véspera do Natal).</p>
]]></content>
                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2021-04-26T18:29:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:19+00:00</updated>
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            <entry>
            <title><![CDATA[RÁPIDAS IMPRESSÕES DE UM PEREGRINO – II]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.opantaneiro.com.br/coluna/paulo-correa-de-oliveira/2021/02/24/rapidas-impressoes-de-um-peregrino-ii.html" />
            <id>https://www.opantaneiro.com.br/01a08b90-ed88-7022-ace6-c846bfb78530</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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            <summary type="html">
                <![CDATA[Conforme me propus no artigo anterior, vamos completar as observações sobre nossa viagem à Terra Santa. É impressionante a veneração do povo judeu pelo Muro das Lamentações. Esse muro fazia parte da s...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Conforme me propus no artigo anterior, vamos completar as observações sobre nossa viagem à Terra Santa.</p>

<p>É impressionante a veneração do povo judeu pelo Muro das Lamentações. Esse muro fazia parte da sustentação do Templo de Salomão, destruído no ano 70 A.D. pelos romanos e nunca mais reerguido pelos judeus.  Numa referência do Evangelho, nesse local, Jesus, com doze anos, foi encontrado sentado entre os doutores da lei, ouvindo-os e interrogando-os, visto que seus pais o consideravam perdido no caminho de regresso para Nazaré.</p>

<p>Um tapume separa o muro em duas partes para que homens e mulheres, segundo a religião judaica ortodoxa, façam suas orações separadamente. Os homens, com a cabeça coberta, oram, acompanhados por um movimento rítmico do corpo.O guia turístico que nos acompanhava nos explicou que a oração depende de uma energia espiritual e corporal, demonstrada pelo movimento físico. Para eles, o Muro é o santuário mais sagrado do judaísmo. É o lugar mais próximo de Deus. Realmente, forma uma imensa sinagoga estabelecida ao ar livre. O respeito e veneração se tornam evidentes quando eles terminam suas orações. Afastam-se, então, alguns metros do Muro sem lhes dar as costas, e, só depois numa reverência, voltam-se para sair. </p>

<p>As pequenas rachaduras do Muro são preenchidas com pedidos escritos em papéis enroladinhos. Soubemos que eles se referem a pedidos de recuperação de doentes, pela paz em Jerusalém e a vinda do Messias, pois para eles, o Messias ainda está por vir.</p>

<p>Quando estávamos junto ao Muro das Lamentações, vimos um garoto lendo o Tora durante a cerimônia de seu Bar Mitzvah. Para as crianças judias, é o equivalente à primeira comunhão dos católicos. Representa a passagem para a vida adulta.</p>

<p>O garoto estava cercado por parentes e amigos do lado dos homens. Por cima da cerca, e do lado das mulheres, via-se a cabeça de sua mãe aparecendo, bastante emocionada, acompanhando do seu lugar, mais distante, junto às outras mulheres, a cerimônia do filho.</p>

<p>No último dia de nossa permanência em Jerusalém, estivemos na Via Dolorosa, uma ruazinha estreita e sinuosa, onde Jesus fez sua última caminhada para a condenação e morte na cruz. Acompanhamos, nesse trajeto, a Via Sacra. Em quase todas as estações existe a edificação de uma igreja, identificando o local do acontecimento. As cinco últimas estações, entre elas a da crucifixão, do local da unção do corpo de Jesus descido da cruz, e da tumba do sepultamento, estão no interior da Igreja do Santo Sepulcro. A primeira igreja foi construída em 325 A.D., por ordem do imperador Constantino. Destruída depois pelos persas em 614. Foi reconstruída, e novamente destruída pelo Califa Hakin, em 1009. A igreja atual foi construída em 1149 pelos cruzados.</p>

<p>Jerusalém tem sido objeto de disputas, através dos séculos, de egípcios, assírios, babilônicos, persas, gregos, romanos, bizantinos, árabes, cruzados, mamelucos e otomanos. Nesses acontecimentos, vemos a paz de Jerusalém como um desejo da humanidade através da história.</p>

<p>Jerusalém centraliza três correntes religiosas monoteístas que a consideram terra sagrada: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.</p>

<p>Como conclusão final, podemos dizer que a peregrinação à Terra Santa, visitando os lugares onde Jesus andou, nos dá uma visão mais clara dos escritos dos Evangelhos. Conhecendo o deserto, as cidades de Nazaré, Belém, Cana, Cafarnaum, e principalmente Jerusalém, vamos aprofundando nossos conhecimentos no roteiro da fé. E a impressão da presença quase física de Cristo vai se acentuando.</p>

<p>As águas do rio Jordão, do Mar Morto, e sobretudo, do Mar da Galiléia nos incitam a volver ao passado bíblico.</p>

<p>Temos que concordar com a propaganda oficial do Ministério do Turismo de Israel: depois dessa visita, nossa vida nunca mais será a mesma.</p>
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                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2021-02-24T22:08:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:18+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[RÁPIDAS IMPRESSÕES DE UM PEREGRINO PELA TERRA SANTA- I]]></title>
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                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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                <![CDATA[Tinha vontade de conhecer a Terra Santa. Procurei uma agência de viagem e sua programação, pela internet. Queria uma excursão não pelo olhar descompromissado de um turista, mas sobre tudo, pelo olhar...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<div>Tinha vontade de conhecer a Terra Santa. Procurei uma agência de viagem e sua programação, pela internet. Queria uma excursão não pelo olhar descompromissado de um turista, mas sobre tudo, pelo olhar reverente da fé, uma verdadeira peregrinação religiosa. Consegui.</div>

<div> </div>

<div>Chamou-me a atenção a propaganda intrigante do Ministério de Turismo de Israel: “Visite Israel – você nunca mais será o mesmo”.</div>

<div> </div>

<div>Fomos acompanhados na viagem, a partir do vôo de São Paulo, pelo guia da agência escolhida e por um padre católico, Padre Antonio Carlos Fernandes, que seria o diretor espiritual do grupo. No primeiro encontro geral com esse sacerdote, em terras estrangeiras, ele se dirigiu a todos afirmando: Não foram vocês que escolheram este peregrinar pela Terra Santa, mas o próprio Cristo que escolheu vocês para esse fim, aliás, como sempre procedeu, escolhendo previamente seus amigos.</div>

<div>Acreditamos, no nosso caso, que isso deve ter acontecido. Os peregrinos e o próprio padre faziam parte da Paróquia N.S. de Lourdes de Poá, Estado de São Paulo. Eu e minha esposa, de Mato Grosso do Sul, éramos os únicos que não fazíamos parte dessa comunidade. Até hoje ainda não entendemos como a internet nos permitiu essa invasão paroquial.</div>

<div> </div>

<div>No Monte Tabor, montanha no norte da região da Baixa Galileia, onde houve a transfiguração de Cristo, começou o nosso abobalhar histórico-geográfico com os escritos do Evangelho. O Monte Tabor é um monte, com cerca de 660 metros de altura, aonde se chega ao cume por uma estrada íngreme e tortuosa e é vencida somente por carros menores do que um ônibus. Percebemos, lá do alto, o que representou para Jesus, Pedro, Tiago e João, como narra o Evangelho, o esforço físico para alcançarem aquelas alturas. Principia aí também nossa vivência incorporada com a realidade dos escritos de 2000 anos atrás.</div>

<div> </div>

<div>Outro monte, o Monte das Beatitudes, onde ocorreu o Sermão da Montanha. Neste local, tivemos uma missa ao ar livre na encosta da elevação, com vista para o Mar da Galiléia. Foi um momento de emoção, sobretudo ouvindo a belíssima passagem das Bem-Aventuranças pelo nosso diretor espiritual no local em que foram proclamadas há tantos anos atrás. Éramos confortados por uma amena brisa refrescante, à sombra dos arvoredos, e, vendo abaixo, as águas doces do Mar da Galiléia. </div>

<div>O rio Jordão nos surpreende pelo pouco volume de suas águas e pela mansidão de sua correnteza, diante da responsabilidade que tem de abastecer o Mar da Galiléia e, em seguida, o Mar Morto. Não dá para perceber a direção em que ele corre, pelo menos no local em que o vimos. Ali, nosso Padre entrou nas águas até a canela e, molhando um ramo de oliveira no rio Jordão, aspergiu água sobre cada um de nós, os peregrinos, confirmando nosso batismo. Pelos olhos da fé, e da tradição milenar, foi para nós um ato particularmente inesquecível.</div>

<div> </div>

<div>A maior surpresa nos aguardava no encontro com o deserto, nas redondezas do Mar Morto. Nosso imaginário via o deserto como um lugar de areias onduladas pelo vento a se perder de vista. Nada disso, o deserto que estávamos vendo era muito mais agreste. Numa paisagem lunar, era uma sucessão de pedras calcárias, formando elevações e precipícios colossais. E refletia o calor do sol num dos pontos mais baixos da superfície da terra. O Mar Morto está a cerca de 400 metros abaixo do nível do mar. Estávamos frente a um platô calcário entre as ruínas de um monastério dos essênios, em Qumran. Ali próximo, em 1947, dois pastores beduínos descobriram acidentalmente numa caverna textos bíblicos com cerca de dois mil anos atrás. Provavelmente, o local marca a passagem de São João Batista pelo deserto e, talvez um pouco além, o local onde Jesus jejuou 40 dias, antes de iniciar sua vida pública. Dá para perceber, e sentir na pele, a ambientação desses dias de meditação para o começo de sua missão neste mundo. </div>

<div> </div>

<div>Em Ein Karen, também numa elevação, conhecemos o local onde morava Zacarias e Isabel, pais de João Batista. A Igreja da Visitação, projeto do arquiteto italiano Antonio Barluzzi por encomenda do Papa e, como várias outras que assinalam locais sagrados de Israel, foi edificada em 1935, sobre essa casa e sobre as ruínas de uma igreja anterior construída no século IV. Nela existe uma rocha, onde a tradição nos conta que o pequeno João foi aí trancado e escondido durante o Massacre dos Inocentes. Pois bem, lemos no Evangelho de Lucas (1:39-40): “Naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel”. Pela simples leitura, parece-nos uma visita de Maria, no impulso de um momento de lazer, para visitar sua prima. Outra vez, nosso abobalhar histórico-geográfico: Nazaré dista cerca de 100 quilômetros de Ein Karen. Estradas com aclives e declives acentuados. Ein Karen fica numa elevação respeitável. Como pode realizar, Maria, uma menina-moça, esse trajeto? Certamente acompanhou alguma caravana de mercadores que fazia o trajeto, para não caminhar perigosamente sozinha. Além do mais, já estaria inconfortável nos seus primeiros meses de gravidez. Realmente, aquela foi uma visita com um significado pleno para o futuro mundo cristão.</div>

<div> </div>

<div>O Evangelho, na Terra Santa, ganha uma humanidade e uma avaliação de quanto suor e lágrimas foram derramados para escrevê-lo.</div>

<div>Daremos continuidade a essas Impressões de um Peregrino num segundo artigo. Mas, já podemos adiantar que, à luz da fé, o slogan promocional da visita a Israel, para nós, se tornou realidade: nossa vida nunca mais será a mesma!</div>
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                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2021-02-15T21:34:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:20+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[RESTAURAÇÃO DOS VITRAIS DA IGREJA MATRIZ DE AQUIDAUANA]]></title>
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                <![CDATA[IMPORTÂNCIA DOS VITRAIS: Os vitrais da Igreja Matriz de Aquidauana representam o maior patrimônio artístico-cultural da edificação da igreja, que é considerada uma das joias arquitetônicas do Estado d...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<div><strong>IMPORTÂNCIA DOS VITRAIS:</strong> Os vitrais da Igreja Matriz de Aquidauana representam o maior patrimônio artístico-cultural da edificação da igreja, que é considerada uma das joias arquitetônicas do Estado de Mato Grosso do Sul. Sua construção foi iniciada na década de 1920 e terminada na década de 1930.</div>

<div> </div>

<div><strong>NECESSIDADE DA RESTAURAÇÃO DOS VITRAIS: </strong>Já, em 2001 os vitrais encontravam-se em estado precário, pela ação dos vândalos e efeito do tempo. Vários vitrais foram alvejados com pedras e, mesmo, balas perdidas. Muitos painéis apresentavam-se abaulados. Havia necessidade de refazer as juntas de chumbo.  Muitos trechos dos vitrais haviam-se desmantelados e os vidros perdidos. Era necessária, não só uma restauração, como uma tela protetora para evitar novos danos.</div>

<div>O Pároco da época, Pe. Karlos Esker, consultou uma firma especializada em vitrais, de São Paulo, porém, o orçamento foi assustador para os recursos paroquiais da época.</div>

<div> </div>

<div><strong>ESTRATÉGIA DA RESTAURAÇÃO:</strong> Os vitrais deveriam ser desmontados. Os vidros retirados. Os caixilhos de ferro permaneceriam sem remoção e receberiam nova pintura. As peças dos vitrais seriam enviadas para São Paulo, para o atelier da firma, e lá, restaurados. Os vidros quebrados, trincados, seriam substituídos. As pinturas artísticas refeitas. Os chumbos deteriorados, substituídos.</div>

<div>Finalmente, as peças restauradas voltariam para serem colocadas nos caixilhos de ferro. Após sua montagem, uma grade, com tela de proteção, com fabricação local, seria fixada.</div>

<div>Essa estratégia só vai acontecer no ano de 2016.</div>

<div> </div>

<div><strong>CAMPANHA DE RESTAURO: </strong>Em setembro de 2016, o Pároco Pe. Thiago Palmeira Machado, cria, corajosamente, a campanha para restauração dos vitrais, com o título de “Mil Maneiras de dizer: Eu te amo”. Os mil carnês para pagamento da contribuição são distribuídos. Valor estimado da obra: R$ 200.000,00. Existiu uma verba de outras campanhas: (Livro ouro, mais 50% do leilão de 2017: R$66.023, 00).</div>

<div>A campanha se prolonga por mais duas etapas, sendo que a terceira recebeu uma denominação: “Dando cor a Nossa Igreja”. Nessa etapa, estava prevista uma nova pintura interna e externa, reparos no telhado, calhas, forro, janelas de madeira. E tudo foi realizado.</div>

<div> </div>

<div><strong>RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE:</strong> Hoje, a Igreja Matriz, Nossa Senhora da Conceição, de Aquidauana, graças a essa campanha ousada e corajosa do Pe. Thiago Palmeira Machado voltou a seu esplendor restaurado dos anos 1930. Padre Thiago se inscreve, só por essa obra de recuperação desse patrimônio fabuloso, como um dos maiores líderes religiosos que já serviu à comunidade aquidauanense.</div>
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                        <published>2021-02-08T15:44:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:20+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[MUSEU DE ARTE SACRA MARIA DE LOURDES FRAGELLI]]></title>
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                <![CDATA[IMPORTÂNCIA DO MUSEU DE ARTE SACRA: Apesar de boa parte da população brasileira nunca visitar um museu, de ordem geral, não tira a importância desse local. Os museus têm o papel de informar e educar,...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<div><strong>IMPORTÂNCIA DO MUSEU DE ARTE SACRA: </strong>Apesar de boa parte da população brasileira nunca visitar um museu, de ordem geral, não tira a importância desse local.</div>

<div>Os museus têm o papel de informar e educar, pela mostra de seu patrimônio. São locais onde se preserva a memória de uma cidade, de um país ou de uma personalidade. São lugares para pensarmos o passado e refletirmos sobre o nosso tempo.</div>

<div> </div>

<div>O Museu de Arte Sacra é o ponto de encontro da conscientização religiosa. A observação de objetos artísticos pode ajudar a aumentar a sensibilidade e a valorização pessoal para o universo das artes. Por outro lado, a contemplação de objetos históricos pode abrir uma gama de conhecimentos referentes à religiosidade e formação cultural da região. </div>

<div>A criação de um museu incentiva a doação de bens culturais, muitas vezes, relíquias guardadas pela família. Bens que se perdem por não terem um lugar, determinado e seguro, para sua manutenção.</div>

<div> </div>

<div><strong>A INSPIRAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DO MUSEU DE ARTE SACRA:</strong> O sucesso da “Exposição de Arte Sacra”, comemorando os “125 Anos da Fundação de Aquidauana”, aberta no dia 8 de agosto de 2017, chamou atenção. A frequência de professores, alunos, paroquianos e turistas, fez Padre Thiago Palmeira Machado sonhar mais alto: a criação do Museu de Arte Sacra. Havia local. Um grande salão do prédio histórico “Escola Paroquial”, edificação de 1932, dos Padres Redentoristas, na época, então disponível para a comunidade católica. Logo surgiu um nome: Museu de Arte Sacra Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli. Era uma maneira de homenagear uma antiga vizinha da Praça e líder de várias campanhas beneficentes da Igreja Matriz. Dona Lourdes, católica fervorosa, foi sempre muito amiga e protetora dos Padres Redentoristas.</div>

<div> A abertura oficial do Museu de Arte Sacra, com uma exposição, se faz no dia 20 de janeiro de 2019.</div>

<div> </div>

<div><strong>SITUAÇÃO ATUAL DO MUSEU DE ARTE SACRA: </strong>Com a determinação de abandonar o prédio “Escola Paroquial”, o Museu, em processo de solidificação criativa, foi desalojado. Seu acervo, embalado com carinho pela ABIMC, encontra-se à espera de uma definição para sua volta à exposição pública.</div>

<div> </div>

<div><strong>RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE:</strong> A comunidade católica de Aquidauana se sensibiliza pelo abandono de um grande sonho. O Museu de Arte Sacra de Aquidauana se juntaria aos poucos existentes em todo o Brasil. A comunidade sente também a ausência de um aproveitamento digno de um prédio tradicional e histórico, localizado na Praça Imaculada Conceição, junto à Igreja do mesmo nome.</div>

<div>A comunidade aguarda, talvez numa forma visionária, que o sonho do Padre Thiago, em um tempo de luz, se realize. E que um dia possamos ver resplandecente, em Aquidauana, na Praça da Imaculada, a placa convidativa para ser visitada: “Museu de Arte Sacra Maria de Lourdes Fragelli”.</div>
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                        <published>2021-02-08T15:24:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:20+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[DOIS APITOS DO TEMPO]]></title>
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                <![CDATA[Sou da geração em que não havia recurso escolar superior no nosso Estado de Mato Grosso, uno. Os pais da época, que almejavam um brilhante futuro para seus filhos, acreditavam que só o estudo iria fav...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<div>Sou da geração em que não havia recurso escolar superior no nosso Estado de Mato Grosso, uno. Os pais da época, que almejavam um brilhante futuro para seus filhos, acreditavam que só o estudo iria favorecer esse desejo. Apesar de, na maior parte das vezes, eles próprios não possuirem um canudo universitário.</div>

<div>No final da infância e início da adolescência, os jovens eram enviados, mesmo com grande sacrifício econômico da família, principalmente para as cidades do Rio de Janeiro ou São Paulo. Sem parentes para os acolherem nas metrópoles, eram acomodados em internatos ou pensões estudantis.</div>

<div> Os pais assumiam essa tarefa como uma obrigação moral.</div>

<div>O contraste violento entre o sistema livre de se viver no interior e a vida metodológica, cultural, das grandes cidades trouxe, para esses jovens, um impacto de responsabilidade existencial. Alguns, formados, doutores, retornaram mais tarde para suas cidades de origem. Outros, nunca mais. Os que retornaram, após um longo período, perceberam que a vida era bem diferente daquela que havia deixado. A cidade, da sua lembrança, era outra. Os amigos de outrora casaram, mudaram ou se distanciaram socialmente.</div>

<div>Nesse meu escrito de reflexão, quero relembrar duas figuras significativas do nosso Estado que fizeram relatos emocionais dessa transposição de ciclo de vida: Rubens Corrêa, o ator de teatro, que não retornou para sua “Cidade Presépio”, Aquidauana, e, Abílio Leite de Barros, o intelectual, o professor escritor, natural de Corumbá, que voltou novamente ao Pantanal.</div>

<div>Une a história dos dois, essa etapa da vida em que o som de um apito marcou a transposição.</div>

<div>Rubens Corrêa, no seu monólogo, “Aquidauana”, narra sua vida livre na infância. Fala do prazer de andar descalço, depois da chuva, pelas ruas sem calçamento, entre as poças que se formavam no meio do areal. O subir, de bicicleta, a rua que dá para a Ponte Velha e, depois acelerar com pedaladas na descida, até atravessar o rio Aquidauana. Lembra as brincadeiras, em cima dos muros, dos grandes quintais.  O circo. O Cine Glória. Os ritos religiosos, teatralizados, assistidos na Igreja Matriz. Os colegas do Grupo Escolar. Os doces feitos pelas tias.</div>

<div>Rubens imita o apito do trem da Noroeste que o levaria para o Rio de Janeiro. Era o verão de 1942. - Pooooooooooooo!!! E afirma: “Alguma coisa estava sendo, delicadamente, arrancada de dentro de mim, para sempre. Tudo muito difícil de compreender”.</div>

<div>Abílio Leite de Barros, no seu livro “História de Muito Antes”, relata que num domingo embarcou no navio “Fernandes Vieira”, inicio da viagem para sair de Corumbá, e também para enfrentar os estudos no Rio de Janeiro: “Não me movia nenhum entusiasmo. Ao contrário, pesava-me deixar aquele pequeno mundo cheio de lembranças e emoções”. Lembra dos seus amigos da terra: Paraguaio, Turquinho, Jacaré. Os banhos nus na “Cacimba da Saúde”. As aventuras no Rio Paraguai. O “Cine Santa Cruz”. E ele conclui: “Nesse momento o Fernandão encheu a tarde com o seu sonoro e solene apito. Era o adeus! Senti um aperto. Hoje sei que estava me despedindo da infância”.</div>

<div>É do Abílio Leite de Barros, também, a reflexão sobre o destino dos seus amigos do passado: “Não devo, não quero perseguir os caminhos da vida e desnudar destinos. Prefiro deixá-los – aos amigos e a mim mesmo – ainda iluminados pelas ilusões da infância. Que importa a vida depois?”</div>

<div>Foram dois apitos emocionais e saudosos, do trem e do navio, que selaram o ciclo de vida de dois inesquecíveis destinos.</div>
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                                    <category term="Paulo Corrêa de Oliveira" />
                        <published>2021-01-09T17:52:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:20+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[MISTÉRIOS DA PONTE VELHA]]></title>
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                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Por falta de registro escrito, muitos acontecimentos pitorescos dos tempos passados se perdem. Muitas vezes, são relatos saborosos que só o colóquio familiar consegue testemunhar. Porém, se nenhum dos...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>            Por falta de registro escrito, muitos acontecimentos pitorescos dos tempos passados se perdem. Muitas vezes, são relatos saborosos que só o colóquio familiar consegue testemunhar. Porém, se nenhum dos ouvintes dá continuidade à história, a transmissão oral se encerra naquela mesma prosa e nunca mais será lembrada.</p>

<p>            Nem sempre, também, os fatos narrados são reproduzidos fielmente. Os “causos” são aumentados, diminuídos ou totalmente transformados. E, pior ainda, quando são para sempre abafados. Aí, perdemos, todos nós, o sabor.</p>

<p>            Vamos falar da “Ponte Velha” de Aquidauana, ou oficialmente: “Ponte Roldão de Oliveira”, nome do prefeito que a concebeu, no ano de 1918. A construção foi iniciada em 1919 (cem anos atrás) e inaugurada em 1926, no governo do prefeito José Alves Ribeiro Filho</p>

<p>Pois bem, a história desta ponte se mostra rodeada de mistérios.</p>

<p>Recebi uma carta pelo Correio, postada em três de janeiro de 2019, de uma sobrinha de tio Roldão, nosso tio comum, Célia de Oliveira Soares, onde ela comenta uma visita que fez ao tio, há muitos anos atrás, em São Paulo. Diz ela:</p>

<p>“Gostaria de lhe contar o seguinte: -(caso conheça a história, minhas desculpas). Quando meu irmão morava em Lorena, SP, ia constantemente a serviço a São Paulo e, porque todas as minhas férias e feriadões eram com ele, aproveitei a carona e fui a São Paulo várias vezes, sempre visitando os tios que moravam ali mesmo no Centro, na Avenida São João. E, nesses papos que se repetiam e que me deram chance de conhecê-lo e também à tia e aos dois filhos, ele me contou o seguinte: -era prefeito de Aquidauana, cidade que tem um lindo e largo rio, e sonhava com uma ponte que unisse a cidade, sonho que ficava mesmo nesse terreno, pois a cidade àquela época, não conseguia nunca o dinheiro disponível para despesa de tal monta. Aí, convidado para se encontrar com outros prefeitos em São Paulo (não sei de que área desse Brasil tão grande) não quis perder a chance de voltar com idéias que pudessem ajudar sua cidade, tem a surpresa extremamente grata de se encontrar com um velho colega de faculdade (Ouro Preto)  e que era prefeito de Florianópolis. Muitos abraços, assuntos de anos e anos, quando o colega lhe confidenciou estar metido na maior bananosa de seu governo. Comprou, com recursos tirados das pedras, na Bélgica, uma ponte metálica para unir sua ilha ao continente. A ponte, em pedaços, chegou menor do que a distância necessária e ele estava nesse sufoco. Adorou vendê-la para Aquidauana, a preço de ferro velho, ficou livre da sucata e o tio voltou feliz com seu sonho em vias de realização.”</p>

<p>Essas são lembranças remotas que, como tradição oral, estão sujeitas a alguns reparos. Porém, trazem pistas para acrescentar ou desvendar mistérios do passado.</p>

<p>A história oficial, através de documentação da Câmara Municipal de Aquidauana, relata:</p>

<p>“Em 20 de junho de 1918, Roldão de Oliveira foi autorizado a constituir empréstimo para a construção da ponte.”</p>

<p>“Resolução nº 100, de março de 1919 – Fica o Intendente Geral autorizado a entrar em negócio com o governo do Estado de São Paulo para aquisição de uma ponte metálica que o mesmo governo prontificou-se a ceder ao governo municipal desta cidade pela quantia de cem contos de réis dando-a assentada e assoalhada pronta para o trânsito público.”</p>

<p>História como essa, contraditória, centenária, são mistérios que brincam com nossa capacidade de reconstituir o passado real.  Mas, não perde o encanto das lembranças tão bem guardadas no baú das memórias.</p>

<p>A Ponte Roldão de Oliveira foi inaugurada em 29 de novembro de 1926. E se tornou o cartão postal mais característico da cidade de Aquidauana.</p>

<p>Roldão de Oliveira faleceu em São Paulo, em 20 de março de 1972, com 92 anos de idade.</p>
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                        <published>2019-02-23T20:43:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T16:06:13+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A HORA É AGORA]]></title>
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                <name><![CDATA[Paulo Corrêa de Oliveira]]></name>
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                <![CDATA[A notícia do incêndio e a triste perda do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, nos provocaram reflexões sobre a cultura em geral e, de um modo especial, a cultura aquidauanense. A...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A notícia do incêndio e a triste perda do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, nos provocaram reflexões sobre a cultura em geral e, de um modo especial, a cultura aquidauanense.        Antes de afirmar o que significa um museu, vamos relacionar o que não é:</p>

<p style="text-align: justify;">O museu não é uma coleção de materiais velhos que servem para deleite das elites sofisticadas. O museu não é um organismo estático, mas, à sua sombra deve florescer uma pesquisa dinâmica dos conhecimentos e gostos artísticos através dos tempos. O museu não deve ser reconhecido como um lugar exótico para agradar turistas. O museu não deve ser um lugar para se perder tempo, porém, para recuperar o tempo perdido no passado da vida comunitária.</p>

<p style="text-align: justify;">O homem culto não é aquele que é especializado só num assunto, mas aquele que conhece razoavelmente um pouco de tudo.</p>

<p style="text-align: justify;">A cultura é uma herança que o homem recebe ao nascer: os alimentos, o vestuário, o modo de dormir (cama ou rede), a língua falada. Crescendo, recebe influências da sociedade envolvente. E, mais ainda, hábitos e desejos de outras sociedades. Tudo isso contribui para formar o homem culto.            Aí então, aparece o objetivo do museu: mostrar as raízes do homem local, a produção artística da sociedade, o ambiente sócio-cultural e seu momento histórico.</p>

<p style="text-align: justify;">Focalizemos agora nosso “Museu de Arte Pantaneira”, há tantos anos fechado para uma reforma. Seu acervo está preservado? È incrível como desprezamos nossa memória!</p>

<p style="text-align: justify;">Se não tínhamos um espaço tão nobre como o Museu Nacional do Rio de Janeiro, hoje destruído, nosso museu representava um espaço significativo da cultura aquidauanense. Era o abrigo dos artistas locais e de nossa história.</p>

<p style="text-align: justify;">Esse nosso escrito não é uma peça acusatória de responsabilidade para ninguém. É apenas uma reflexão própria, para colher frutos. É um grito de alerta para que possa colher ressonância comunitária e as coisas acontecerem.</p>

<p style="text-align: justify;">Temos de valorizar nossa cultura. Não podemos aceitar que os bens do espírito se encontrem fora das prioridades materiais.</p>

<p style="text-align: justify;">Podemos unir nossas vozes?</p>

<p style="text-align: justify;">- Queremos de volta nosso museu!                                                 </p>

<p style="text-align: justify;">A hora é agora!</p>
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                        <published>2018-09-20T15:10:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-10T18:04:14+00:00</updated>
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