Há diversos registros históricos relativos a cultuação cristã de uma data específica destinada aos mortos desde o século II, contudo, formaliza-se, oficialmente, na Idade Média,aproximadamente no século XII.
Às vésperas dessa comemoração é salutar reflexões acerca das nossas necessidades.....
Necessidades
Na sincronia entre as mãos que seguram o carretel e a rabiola esvoaçante da pandorga, pairando no céu, bailam sonhos e sensações contemplativas, assertivas...
Na bitola da estrada de chão rodam, com precisão, as rodas das carroças, das charretes, das camionetes, dos carrinhos de mão
E, os olhares infantis, como répteis, cravados na terra, no mato, no buracão,no capim brachiária, no colonião...
Na precisa e perfeita elaboração do pouso de um porta-avião há a necessidade matemática da exatidão.
Na escolha da fragrância de um perfume a alma é quem dita, sem queixume, a elegância e a importância da suavidade que imprime registros e marcas agradáveis em nossas lembranças, indeléveis esperanças....
Na habilidade do paraguaio ao trançar o laço, firme, lindamente paramentado com o tirador, o couro," ferramenta" visceral, permite a troca mais sublime possível entre o homem e o animal.
Na construção acadêmica e literária de um intelectual, produções científicas elucidam o mundo real.
Com o bisturi na mão, a mais importante decisão, momentos pontuais nos espaços cirúrgicos de hospitais, vidas deveriam ser cruciais
Há necessidades emergenciais, há necessidades atemporais, há necessidades na crueldade das cidades, há necessidades....o bom conselho aponta, está na simplicidade e na constatação de nossa finitude a plenitude da necessidade!!
Raquel Anderson