Disse Maiakóviski através de sua arte poética monumental:
"Fiz ranger as folhas de jornal...
abrindo-lhes as pálpebras piscantes"
Chico Buarque versou em sua poesia delirante:
"Ninguém notou
Ninguém morou na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no Jornal"
E em 1975 um paulista ousado e aventureiro
Assume, como timoneiro, a direção do O PANTANEIRO
O homem do leme pouco teme com seus verdes olhos resolutos
Perpetua os sonhos de muitos: de Oscar, de Aldos e de Augustos
Numa realidade atípica, tudo enfrenta, na pequena cidade se reorienta
Ousa, investe e cresce, na dificuldade diária de deixar tudo escrito, de transformar o feio em bonito
Vigilante atemporal do bem e do mal, no mundo adverso se expressa, há alma contida no jornal
Encara a vida de frente, mostra pra toda gente, no periódico semanal, a vida impressa no espaço sideral
Letras,notícias,conteúdos ou poesias,tudo impresso, tudo expresso,incomum e verdadeiro,sai no PANTANEIRO
Meio século de existência, garra, persistência e muita luta, circulação ininterrupta, é o Jornal do Pantanal
Homens e mulheres no veículo de comunicação acertam o passo, não há fracasso na exatidão da impressão
Há quem escreve, há quem influencia, há quem denuncia, há a necessidade jornalística do dia a dia
Há quem conteste, há quem aplaude, há quem vicia, de janeiro a janeiro, o tempo inteiro, temos O Pantaneiro
Uma bela história corporativa, permanece viva a todos alegrar na fusão brilhante de uma conquista familiar
Leitores esporádicos ou assíduos, de longe ou de perto, na mansidão da vida ou em momentos erráticos
Ao "ranger" as folhas do jornal, saibam, ao certo, há décadas, circula com afeto o empenho do Lima Neto!
Raquel Anderson