Quando se pensa na vida, como um todo, esforços e inseguranças se afloram
Tendenciosos pontos centrais postulam apelos a mais
E a fugacidade, como bala, faz a transitoriedade se escancarar
"Importâncias" pessoais resultam, via de regra, em muitos cêntricos "senhores" do mundo
Há umbigos fulmíneos, brilhantes, relativos aos raios que impõe luz, força faiscante
Esse elo biológico atesta ao ser humano que ele é SIM dependente de outra vida, que foi um cordão que o nutriu e o alimentou
O umbigo remete à consciência do ponto central, daí, há quem se coloque como centro principal e maioral na vida e da vida
Essa cicatriz, formada pela queda fisiológica do cordão umbilical, cravada em todos nós, é a nossa marca vital
Enterrado na porteira assegura riqueza, é nó que amarrou o corpo inteiro
Concavidade central, cova sensual, a melhor taça,onde se bebe o refinado champagne, o mais raro vinho
Com shimmies requintados, amplos ou simplificados, desloca sensualmente os quadris, mas é para o ponto central, umbilical
Que os olhos são fixados, com o umbigo a mãe se preocupa, o homem se ocupa
A vida se irrompe no nó, se amarra nos dissabores, na harmonia, nos amores, nos apegos umbilicais, no emaranhado de desejos
Se dissipa na frouxidão, no desenlaço dos descasos, se esvai, desamarra, cai, acaba, nasce, faz-se nó, vira pó....