Algumas pessoas possuem memória eidética, conhecida como memória fotográfica, que é a capacidade de se lembrar de acontecimentos, coisas que viu e ouviu com riquezas de detalhes. "Eidos" ,do grego, significa visto.
No campo filosófico refere-se ao conhecimento intuitivo eidético, estudos e concepções com a fenomenologia da aparência e da coisa em si, perpassando pelo clássico Platão, na Alegoria da Caverna, por exemplo.
Estudos científicos atribuem que a dedicação e as técnicas utilizadas para memorizar, aliados à capacidade excepcional para memorização, não são, necessariamente, memória fotográfica.
O fato é que eu me lembro de muitas coisas, felizmente e, tanto, que alguns amigos recorrem a mim quando precisam reportarem-se a algum acontecimento do passado, à lembranças de pessoas, lugares etc.
Pensando nisso tudo, ocorreu-me a ideia de discorrer sobre algumas "pérolas" de Aquidauana em razão da semana em que comemoramos seu 124º aniversário.
Relatarei aqui, aleatoriamente, algumas dessas pérolas, seja como poesia, como prosa, como poema, da maneira que os meus "sérios poemas mentais" permitirem.
Quando necessário, usarei nomes fictícios para não ferir nenhuma suscetibilidade.
Vamos lá:
A tecnologia proporciona inúmeros recursos e comodidades, muitas delas, desconhecidas para pessoas com idade mais avançada, um desses recursos é a utilização da função Swiftkey Flow, recurso que permite utilizar e escrever no celular só com o deslizar dos dedos sobre a tela.
O neto adolescente "toureava" a avó para ir com ele até uma loja presenteá-lo com o tal celular.
Disse a avó:
-Vou logo lá com esse guri que não pára de me encarnar, todo dia me "toriando" por causa desse bregueço!
E o neto:
Mas, vó!! É massa, você vai ver, é da hora, de última geração, tem um monte de funções, dá pra baixar muitos aplicativos, fazer um monte de coisas nele, só deslizando o dedo!
A avó:
-Não sei pra que essa inventação de moda agora!!
-E quanto que custa esse celular de coçar???