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Robinson L Araujo

LIBERTE-SE DOS CÁRCERES INTERNOS

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LIBERTE-SE DOS CÁRCERES INTERNOS


Robinson L Araujo

O que pode aprisionar uma pessoa, mesmo que ela esteja livre? Por que pessoas acabam por se trancar em prisões que a levam a procura desesperada de uma liberdade e, por vezes acaba escolhendo o caminho aparentemente "certo", sendo esse o mais curto? É possível escolher um caminho diferente? São perguntas que acabam chamando a atenção e, em algum momento dentro do espaço limitado em que se vive, acaba-se por perguntar e se questionar.

É preciso entender que cada pessoa é diferente uma da outra, não existe um ser igual. Poderá encontrar semelhanças na aparência, nos sentimentos, na tipagem sanguínea, mas cada um é um no Universo, com seus sentimentos, emoções, frustrações, características e DNA.

É preciso saber qual a história que se pretende escrever enquanto aqui se tem a oportunidade de viver. Hoje se está aqui, amanhã pode ser somente uma página da história quando, tombar na solidão de um túmulo, sendo que ali não haverá aplausos, dinheiro, bens materiais, festas, amizades. O que se pretende escrever, o que se pretende plantar? 

Para que se escreva a sua história, é preciso se desprender dos cárceres que acabam por aprisionar mesmo quando se está em liberdade, quando o direito de ir e vir não lhe foi cerceado. Pessoas se aprisionam mesmo estando livres e acabam em suas próprias masmorras.

Veja o que Paulo, escrevendo em Romanos 12:2 esclarece: 

Não se ajustem demais à sua cultura, a ponto de não poderem pensar mais. Em vez disso, concentrem a atenção em DEUS. Vocês serão mudados de dentro para fora. Descubram o que Ele quer de vocês e tratem de atendê-Lo. Diferentemente da cultura dominante, que sempre os arrasta para baixo, ao nível da imaturidade. DEUS extrai o melhor de vocês e desenvolve em vocês uma verdadeira maturidade.

Na atualidade, existe uma exploração de uma cultura do "ter". Ter é: poder, é liberdade, é status, é alegria, é estar bem com outro, é se aprisionar dentro do próprio "eu". Adultos que entulham crianças com tecnologias que acabam não sabendo o preço de se conquistar. Não afirmo que dar presente seja errado, porém, elas precisam saber o valor da conquista, caso contrário, amanhã estará jogado de lado, quebrado, esquecido.

Sendo assim, Cury (2004) elucida que, pessoas são levadas a desenvolverem ansiedade, estresse, depressão, uns por traumas vividos na infância e outros pela angustia existencial, pela falta de um sentido de vida sólido. O que adianta ter fortuna, mas mendigar o pão da alegria? Ser culto e faltar-lhe o pão da tranqüilidade? Possuir fama e ser parceiro da própria solidão?

Quando se é levado a pensar mais na busca do adquirir, acaba-se por se aprisionar pela influência de uma cultura que não deve fazer parte do "eu" que está dentro de cada um. Pessoas devem ser livres, livres para pensar, agir, escolher, ter. Não aprisionadas por uma cultura que exige que elas tenham.

Quando se caminha assim, acaba-se entrando em uma prisão, por viver por uma aparência externa. Paulo orienta muito bem: "a mudança deve ocorrer de dentro para fora". É preciso compreender que DEUS, quando é levado a habitar dentro da pessoa, acaba por proporcionar essa liberdade que transforma a pessoa de dentro para fora e não de fora para dentro. A liberdade do "eu" não se aprisionar pelas circunstâncias do desejo externo.

Quando não se procura ajuda, por vezes a força interna que leva a procura de liberdade se esvai. Impulsionada tão somente pela vontade de cada um, o cárcere tende ser cada vez mais frio e solitário. A busca de um profissional é de suma importância, fato é que, o próprio DEUS proporciona a inteligência para que o homem desenvolva habilidades e que essas, sejam usadas em favor de outros. 

CABRAL (2007, p.31) nos alerta:

Deixe o Espírito Divino tocar e encher cada compartimento da estrutura do seu psiquismo com suas maravilhas e preciosidades. É fundamental compreender e assimilar feitos que nos parecem de difícil integração, e não nos convertermos em escravos de nossas próprias emoções e sentimentos. Podemos correr o risco de que o nosso próprio Eu fique escravizado pelas nossas próprias emoções que estão ao nosso redor. A pior coisa é sermos escravos de nossos próprios sentimentos e emoções.

O cárcere, com certeza, deve ser um local de difícil convivência e insalubre para que seja habitado, quando se olha no mundo físico. Imagine no mundo dos sentimentos e emoções. Além de aprisionar, acaba levando pessoas a perder o sentido da própria vida, cerceando o direito de mudar, por ser muito mais forte que as próprias forças.

É preciso atenção. Atenção no comportamento que essa ou aquela pessoa começa a desenvolver, como pro exemplo: tristeza, angustia, isolamento, dores no corpo pela fadiga, sentimentos negativos e até mesmo de morte. O cárcere interno, que aflige a alma, também pode estar oculto e rodeado de empecilhos acumulados ao longo da vida, por meio de experiências e impactos emocionais negativos conscientes e inconscientes.

O que fazer? Não fique parado, deixando que a cultura dominante o leve para o cárcere interno. Busque a liberdade, procure ajuda entre as pessoas, em você e em DEUS. Ninguém mais conhece você do que você mesmo e o Senhor que formou a cada um. Sorria, corra, ame, viaje, contemple o belo, veja que a vida vale à pena. Que vale à pena sonhar e viver os sonhos que DEUS tem para cada um dos seus. Que vale à pena viver!


BIBLIOGRAFIA.

CABRAL, Samuel Couto. O PROCESSO TEOTERAPÊUTICO MULTIFOCAL: O Resgate do Eu Saudável. Londrina, PR: IMCC, 2007.

CURY, Augusto J. 12 semanas para mudar uma vida. Colina, SP: Editora Academia de Inteligência, 2004.

PETERSON, Heugene H. Bíblia A MENSAGEM em Linguagem Contemporânea. São Paulo: Editora Vida, 2011.

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