dothCom Consultoria Digital
Publicado em 24/03/2018 às 12:39
Atualizado em 10/09/2026 às 12:06
Estamos nos aproximando da semana Santa, a qual se comemora a Páscoa. Sendo assim, é preciso que se faça uma reflexão do verdadeiro sentido da Páscoa, sendo ela um marco, ao ponto de dividir em duas eras: Antes de Cristo (a.C.) e Depois de Cristo (d.C.).
Diferente do que o consumismo nos induz, quando a indústria oferece variedades de ovo de chocolate e coelhos com seus ovos - como fosse possível um coelho colocar ovo - Alias, diga-se de passagem, com valores exorbitantes.
A páscoa não pode ser vista como uma época de faturamento financeiro, oportunidade de se presentear e ser presenteado. Na verdade, a páscoa representa morte! Vejamos o que venha a ser Páscoa:
No Antigo Testamento:
O primeiro registro referente a páscoa está referendada em Êxodo 12:12 que nos fala: "Ao comerem, estejam preparados para sair: já vestidos, sandálias nos pés e o cajado na mão! E comam depressa! Esta é a PÁSCOA do SENHOR".
Era a ultima praga mandada por DEUS contra Faraó e seu povo, devido à dureza do coração em deixar que o povo de Israel saísse da sujeição de escravos, o Senhor mandou a praga da morte dos primogênitos.
O sangue do cordeiro, que deveria ser sem defeito, macho e de um ano (uma referência ao CORDEIRO de DEUS que tira o pecado do mundo). Quando o anjo da morte, passasse sobre as casas, naquela que o sangue do cordeiro estivesse nos altos e nas laterais da porta, os primogênitos seriam poupados. Mas tarde, se tornou a primeira das três festas anuais em que todos os homens tinham obrigação de comparecer (Êxodo 23:14-17), onde se chamava em hebraico pesach (substantivo derivado do verbo pāsah), que significa: 'passar por cima ou passar sobre'.
Sendo assim, temos um significado da Páscoa no Antigo Testamento, sendo: A Redenção dos judeus da servidão do Egito. Como uma questão histórica que envolve, naturalmente, muitas implicações e símbolos morais e religiosos, deve-se incluir aí o pão sem fermento, sendo chamado de matzoth. Em memória dos sofrimentos de Israel no Egito, são comidas ervas amarga (no hebraico maror).
No Novo Testamento
Mateus 26:17-28, nos trás detalhes da última Páscoa em que Cristo participou. A morte de Cristo na época da Páscoa era considerada significativa pela igreja primitiva. O apóstolo Paulo chama a Jesus Cristo de 'nossa Páscoa', vejamos: "Livrem-se do fermento velho, para que vocês sejam massa nova e sem fermento, como vocês de fato são. Cristo, o Cordeiro de DEUS, foi sacrificado por nós". (I Coríntios 5:7). A ordem de se não quebrar nenhum osso do cordeiro da Páscoa, "...nenhum osso do cordeiro poderá ser quebrado" (Êxodo 12:46) é aplicada por João a morte de Cristo - "Nenhum dos seus ossos será quebrado" (João 19:36).
Como cristãos, devemos lançar para fora o 'velho fermento' da maldade e da malícia, e colocar no lugar dele 'os ázimos ou asmos da sinceridade e da verdade', conforme I Coríntios 5:8 nos alerta: "Portanto, celebremos a festa com esse Cordeiro, não com fermento velho, nem com o fermento da maldade e da imoralidade. Em seu lugar, festejemos com os pães sem fermento, com o pão puro da honra, da sinceridade e da verdade".
Quando comparamos o cordeiro imolado no Antigo Testamento e o do Novo, algo semelhante existe entre eles. O do Antigo Testamento era um animal que simbolizava o próprio Cristo e o do Novo Testamento era o Cristo - Filho de DEUS - que ressuscitou dentre os mortos. "Porém Ele não esta aqui! Ressuscitou, tal como havia dito. Entrem e vejam onde Seu corpo estava deitado." (Mateus. 28:6).
Aleluias! vejam: a tumba esta vazia. Ele não somente marcou com o Seu sangue os umbrais de nosso coração, mas nos trouxe vida e vida em abundância, libertando-nos do império da morte, nos fazendo novas criaturas.
Que possamos viver o verdadeiro sentido da Páscoa, não somente por participarmos de um culto alegre na igreja que você congrega, com cantatas e mensagens, mas que o sentido da Páscoa nos leve a uma reflexão intrapessoal e familiar, se temos vivido o sacrifício que a Páscoa representa.
Mas, e os ovos de páscoa e todo o encanto que a data nos apresenta? Bem, não deixemos que o Diabo nosso adversário, que é mentiroso e enganador, nos iluda com a propaganda de que Páscoa é coelhos, ovos de chocolate ou bacalhoada, desviando nossas mentes do sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário. A partir do momento que temos a consciência do que realmente representa em nossa vida e para a humanidade a verdadeira Páscoa (morte e ressurreição de Cristo) nada impede que saboreemos um delicioso chocolate.
Feliz Páscoa!
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