dothCom Consultoria Digital
Publicado em 27/04/2018 às 00:24
Atualizado em 10/09/2026 às 12:06
Continuando...
4. RECONHECER NOSSAS IMPERFEIÇÕES
Não se pode deixar para trás que as demandas do evangelho nos levam a uma real consciência de que somos fracos e imperfeitos. Somos levados a deixarmos nossa autovalorização e nos fazem perceber o quanto limitado somos. Quando permitimos que essa percepção se infiltre em nosso coração, somos levados a nos afastarmos de nossas presunções, complacências e de uma auto suficiência que nos envenenam espiritualmente. A palavra de DEUS nos desperta para nossas carências. Enquanto não submetermos a nossa vida ao julgamento do evangelho e aos padrões da bondade e virtude estabelecida por Jesus, não haverá uma consciência profunda de que somos pecadores e carecemos das misericórdias do Senhor.
Lembre-se: Não somos filhos de DEUS por nossos méritos, mas sim pelas misericórdias em nos aceitar como filhos pelo sangue de Seu Filho Jesus Cristo. A nossa salvação não vem por meio das obras que realizamos e sim pelo dom gratuito de DEUS. Efésios 2:8-10 nos afirma:
A salvação foi ideia e obra dEle. Nossa parte em tudo isso é apenas confiar nEle o bastante para permitir que Ele aja em nossa vida. É um imenso presente de DEUS! Não somos protagonistas nessa história. Se fosse o caso, andaríamos por aí nos vangloriando do que fizemos. Não! Nada fizemos nem nos salvamos. DEUS faz tudo e nos salva! Ele criou cada um de nós por meio de Cristo Jesus, e a Ele nos unimos nessa obra grandiosa, a boa obra que Ele deseja que executemos e que faremos bem em realizar.
Caso não compreendamos essa verdade, que a salvação é pela graça e independe de nossas boas obras, corremos o risco de tornar o cristianismo muito fácil e retiramos o seu significado, o de negar-se a si mesmo. Marcos 8:34 nos deixa claro. Vejamos: "Depois Ele chamou seus discípulos e o povo e disse: Se qualquer um de vocês quiser ser meu seguidor, deve pôr de lado os seus próprios interesses, tomar sobre os ombros a sua cruz, e seguir-me".
Sendo assim, precisamos voltar às origens do Evangelho e dizer abertamente e em bom som: JESUS SALVA, estando esta verdade muito mais próxima da mente e do coração de Cristo do que da legalidade e da moralidade imposta por nossas opiniões.
5. É PRECISO SER COMO CRIANÇAS
Para que possamos adentrar ao Reino dos céus, se faz necessário sermos como crianças. Mateus 18:1-4 nos fala:
Naquele momento, os outros discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no reino de DEUS?”. Como resposta, Jesus chamou uma criança para o meio da sala e disse: "Digo a vocês de uma vez por todas que, se não começarem do princípio, como crianças, não terão a chance nem de ver o Reino, muito menos de entrar nele. Quem se tornar simples de novo, como esta criança, será o maior no Reino de DEUS".
Além do mais, no sermão do Monte, Jesus começa assim: "Abençoados são vocês, que nada têm a mais para oferecer. Quando vocês saem de cena, há mais de DEUS e do Seu governo".
Importante sabermos que no tempo do Novo Testamento, na comunidade judaica, a criança era considerada sem nenhuma importância, não recebendo nenhuma atenção ou favor. Ela era considerada um desprezo. Para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, precisamos ser como crianças, aceitando a si mesmo como pouco apreciado, sem nenhuma importância.
Jesus mais uma vez, mexe na ferida dos fariseus quando, pegando uma criança, diz que o modelo para adentrar no Reino dos céus, é ser o modelo de uma criança, desprezado, sem nenhuma importância e não chamando a atenção para si mesmo. Agindo assim, passamos a entender que os dons não são nos dado pela mais leve qualidade ou virtude pessoal. São pura generosidade de DEUS para nós.
As pessoas a quem Jesus dirigia Sua missão Messiânica eram verdadeiros pecadores. Não tinham feito coisa alguma de boa para receberem a salvação, como exemplo, o ladrão da cruz; Zaquel, dentre outros. Reconhecendo que não eram merecedores, reconhecendo que não era por suas obras; se abriram para receber o dom que lhes foi oferecido. Os presunçosos, em contrapartida, depositam sua confiança naquilo que fazem por merecer a partir dos próprios esforços, fechando seu coração para a mensagem da cruz.
A salvação que Jesus prometeu não pode ser conquistada por meio de barganha para com DEUS. Existe somente um meio para tal: é por meio de Seu sofrimento na cruz, Jesus destruiu totalmente a noção jurídica de que nossas obras exigem um pagamento em troca.
É fácil percebermos isso, quando lemos Mateus 20:12-15 que nos diz:
Revoltados, reclamaram com o administrador: "O último grupo trabalhou apenas uma hora, e você pagou a eles o mesmo que nós, que trabalhamos como escravos o dia inteiro debaixo de um sol escaldante". Ele respondeu ao que falava em nome de todos: "Amigo, não fui injusto. Nós concordamos com esse valor, não concordamos? Então, pegue seu dinheiro e vá embora. Decidi dar ao ultimo grupo o mesmo que daria a você. Será que não posso fazer o que quero com meu dinheiro? Você vai se tronar mesquinho por eu ser generoso?"
Nossas obras insignificantes não nos dão o direito de negociar com DEUS. Tudo depende da boa vontade do Senhor. A salvação oferecida pelo Senhor é puramente gratuita, dirigida especialmente para os que não têm nenhum direito a ela, aqueles que são tão conscientes de seu demérito que devem confiar na misericórdia de DEUS. É na miséria do pecador que Jesus vê a possibilidade de salvação, pois dEle é o Reino de DEUS.
Vejamos que Jesus, com a parábola dos trabalhadores na vinha, alegremente acaba por proclamar o amanhecer de uma nova era e o porque que veio. Acredito que Ele acabou por declarar: "Vocês pobres, nadas, de pouca importância pelos padrões do mundo. Saibam que vocês são abençoados. É a boa vontade de Meu Pai de conceder-lhes um lugar privilegiado no Reino, não porque trabalharam tão arduamente, ou porque dizem, fazem ou tornam todas as coisas certas, mas porque Meu Pai quer vocês".
É preciso que tenhamos a simplicidade de entendermos que fomos transformados pelo simples fato de sermos aceitos por DEUS. A isso, podemos chamar de graça. Essa compreensão nos traz uma diferença significativa na compreensão de adoração. Somos os adoradores do amor redentor e da misericórdia de DEUS que nos aceita. Somos imersos em gratidão e dependência. Nosso próprio ser é uma celebração, uma ação de graças permanente e perpétua a DEUS. (MANNING, 2007, p. 41).
Quando entendemos que comunhão significa ação de graças, passamos a entender que o cristianismo significa um reduto de pessoas alegremente agradecidas. O Salmista nos mostra claramente essa alegria, como por exemplo: "Vamos à Sua presença, cantemos louvores de abalar as estruturas". (Salmos 95:2). Ainda Salmos 100:4, nos fala: "Entrem na fila e digam de coração: "Obrigado!". Vão à presença dEle e cantem louvores. Agradeçam-no por tudo! Adorem-no!". Salmos 147:7, nos afirma: "Cantem ao Eterno um hino de ações de graças. Toquem seus instrumentos diante do DEUS".
Sendo assim, o cristão jubiloso, mantém um sentimento de temor e deslumbramento diante de DEUS, por experimentar o sentimento de pertencer a uma comunidade redimida. Sua vida passa a ser de gratidão, conseguindo compartilhar com as pessoas a sua volta, entendendo que ela não é merecedora sozinha das bênçãos que DEUS tem concedido. Esse cristão se abre para a verdade de que tudo o que possui vem de DEUS e de que é totalmente dependente de Jesus Cristo, quando assume que Jesus Cristo o salvou não por seu merecimento.
6. FINALIZANDO
Isso não quer dizer que minha vida será sempre um mar de rosas, que deixo de passar pelas agruras da vida, que até mesmo poderei adorar com certo desânimo. Mesmo assim, eu entenderei que a base do cristianismo é uma vida em constante alegria e gratidão, sendo esse o legado do ministério Pascal deixado pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Não assumimos a filiação para com DEUS por nossos méritos e sim pela Sua misericórdia.
A nossa vocação religiosa deverá ser datada do mesmo momento da minha fé.
7. BIBLIOGRAFIA
MANNING, Brennan. Convite à Loucura. Tradução de Sueli Saraiva. São Paulo: Mundo Cristão, 2017.
PETERSON, Eugene H. A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea, supervisão exegética e teológica Luiz Sayão. São Paulo: Editora Vida, 2011.
SHEDD, Russel P. A Bíblia Vida Nova. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. São Paulo: Vida Nova, 1995.
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