dothCom Consultoria Digital
Publicado em 08/05/2018 às 00:43
Atualizado em 10/09/2026 às 12:06
Jaime Kemp[1] nos adverte que nunca devemos esquecer de que a família é uma idéia de DEUS e nunca existiu um plano mais brilhante.
O livro: Cântico dos Cânticos descreve o grande amor vivido por Salomão e sua esposa, a Sulamita. Trata-se de um poema que fala sobre toda expectativa e romantismo que arrebatava esse casal apaixonado.
É maravilhoso apreciar o amor que une um casal apaixonado, como, por exemplo, no início do seu casamento. Mas será que o romance e o carinho demonstrados durante o namoro, noivado e início do relacionamento conjugal têm de esfriar tanto com o passar dos anos?
Quantas vezes somos tão compatíveis e, de repente, sem perceber, nos tornamos irremediavelmente incompatíveis?
Os casais modernos estão muito exigentes. Quando acontece um desentendimento, um conflito ou discordância, muitos homens e mulheres quase sempre avaliam sua realização pessoal, sua felicidade ou valorização do seu potencial em primeiro lugar. Se suas expectativas pessoais são colocadas em perigo, eles tentam encontrar uma saída, de preferência mais simples e plenamente justificável. Aliás, as próprias engrenagens da sociedade contemporânea e as filosofias adotadas atualmente cooperam para que o casal caia nesse engano.
Mas o que é, na verdade, felicidade, autorrealização e valorização? Será um lindo e confortável apartamento em um bairro sofisticado? Vários carros na garagem? Um cartão de crédito com limite astronômico? Dinheiro para gastar à vontade? Uma carreira brilhante ou um trabalho altamente remunerado? Uma vida de aventura? Concordo que tudo isso é muito bom e não tem nada de errado quando alguém conquista com seu trabalho e suor.
São coisas maravilhosas, agradabilíssimas, deslumbrantes, contudo enganosas e intoxicantes. Ninguém, em sã consciência, pode dizer que elas asseguram felicidade e realizações pessoais ininterruptas e inabaláveis.
O principal objetivo dos cônjuges deve ser fazer o outro feliz, valorizado e realizado. Quando um casal se empenha em alcançar esse alvo, percebe como é agradável satisfazer o cônjuge antes de priorizar a si mesmo.
Jesus afirmou que quem ouve os seus ensinamentos e vive de acordo com eles é como “um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha”. Apesar dos temporais, essa casa permanece firme. Assim é a nossa vida em todas as áreas, principalmente a conjugal. Quando o casamento é firmado em Cristo e na sua Palavra, ele permanecerá. Não importa as dificuldades que vierem, ele não será destruído.
A realidade da vida moderna revela famílias divididas e incompletas. Isso porque quanto mais as pessoas se afastam de DEUS, mais difícil é manter a família e o casamento. O sociólogo e historiador da Universidade de Harvard, Carle Zimmerman, em seu livro Family and Civilization (Família e Civilização – New York: Harper & Row, 1947), apontou suas considerações sobre a relação entre a desintegração de várias culturas e o declínio das famílias que nelas viviam. No livro ele cita oito características específicas no comportamento doméstico que também determinaram a queda de cada cultura por ele estudada:
Creio que esses oito sinais ampliam o som de uma sirene de alerta ou, quem sabe, o brilho de uma luz vermelha piscando para avisar que algo muito errado está acontecendo.
Uma sociedade só pode ser estável quando as famílias são equilibradas. Afirmo que o comportamento moral e espiritual da nação determinará seu sucesso e sobrevivência, sendo sua base de sucesso as famílias saudáveis.
Para vivermos em paz e harmonia, podendo assim desfrutar de muitos momentos felizes, precisamos ter uma família saudável. Mas o que é uma família saudável? Não estou me referindo a uma família perfeita, porque ela simplesmente não existe. Contudo, acredito que existem pessoas imperfeitas que aprenderam a viver em paz e harmonia e, dessa maneira, encontraram a felicidade em seus lares. Eis algumas características comuns entre os seus componentes:
1. Praticam uma comunicação honesta, sincera, aberta e franca – Isso não acontece naturalmente, precisa ser aprendido. Famílias saudáveis são comprometidas com Efésios 4:29, que nos fala: "Tenha cuidado com a maneira de falar. Nunca saia da boca de vocês nenhuma besteira ou baixaria. Falem apenas o que é útil e que ajude os outros! Cada palavra de vocês deve ser um presente".
2. Têm fé nos princípios da Palavra de DEUS e procuram obedecer a eles – A Bíblia é lida, estudada e praticada diariamente. Salmos 119:11 nos fala: "Guardei Tuas promessas na caixa-forte do meu coração, para que eu não vá à falência".
3. Passam um bom tempo juntos - É importante a união e o estar juntos, compartilhando dos sonhos e ideais. Conquistando juntos e não de maneira individualista.
4. Conhecem o seu papel espiritual na família e estão dispostos a desempenhá-lo – Efésios 5:22-25, nos ensina: " Esposa, entenda e dê apoio ao seu marido, pois assim demonstrará seu apoio a Cristo. O marido exerce liderança em relação à esposa, mas da mesma forma com a qual Cristo faz à igreja: com carinho, não por dominação. Assim como a igreja se submete à liderança de Cristo, a esposa deve submeter-se ao marido. Marido, dê o máximo de amor à esposa: faça como Cristo fez pela igreja - um amor marcado por entrega total. O amor de Cristo torna a igreja íntegra. Suas palavras evocam a beleza dela. Tudo que Ele faz e diz tem o propósito de extrair o melhor dela".
Ainda em I Pedro 3:1-7 explicam algumas diretrizes que os membros da família devem seguir: "O mesmo vale para vocês, esposas: sejam boas esposas, cada uma para o seu marido, atentas às necessidades deles. Há maridos que, mesmo indiferentes à Palavra de DEUS, poderão ser cativados pela vida de beleza santa de vocês. O que importa não é a aparência exterior - o estilo do cabelo, as jóias, o corte da roupa -, mas sim sua atitude interior. Cultivem a beleza interior, do tipo gracioso e gentil que agrada a DEUS. As mulheres santas de antigamente eram lindas na presença de DEUS desse modo, e eram boas e leais aos maridos. Sara, por exemplo, tratava Abraão como 'meu querido marido'. Vocês serão verdadeiras filhas de Sara se fizerem o mesmo, sem ansiedade e sem acanhamento. O mesmo vale para vocês maridos: sejam bons maridos, cada um para sua esposa. Não deixem de honrá-las nem de se alegrar com elas. Sendo mulheres, elas não têm alguns dos privilégios de vocês. Mas na nova vida sob a graça de DEUS vocês são iguais. Portanto, tratem a esposa igual a vocês. Para que suas orações não sejam daquelas que nem passam do teto".
5. Procuram resolver adequadamente os conflitos que surgem – Parâmetros são estabelecidos e todos se comprometem em tentar solucionar uma desavença ou conflito da melhor forma possível para todos. "Sejam gentis e sensíveis ao próximo. Perdoem-se uns aos outros assim como DEUS em Cristo os perdoou - perdão total e incondicional". (Efésios 4:32).
6. Concordam com um conjunto de valores cristãos e familiares e os assumem – Incluem-se aqui planejamento dos gastos financeiros, criação e disciplina de filhos, padrões morais e compartilhamento de decisões. Amós 3:3 nos adverte: "Será que duas pessoas andam de mãos dadas se não estiverem indo para o mesmo lugar?".
7. Compreendem o que significa “honrar uns aos outros” – Entendem o significado de atribuírem valor uns aos outros. Tratam cada membro da família como alguém criado à imagem e semelhança de DEUS e dão o devido valor a cada um.
8. Marido e esposa têm uma vida sexual constante e satisfatória com mútuo prazer – Deve sempre haver uma abertura para comunicação nesta área. Vejamos o que I Coríntios 7:3-5 nos orienta: "Os impulsos sexuais são fortes, mas o casamento é forte o bastante para contê-los, permitindo uma vida sexual equilibrada e plena num mundo de desordem sexual. O leito matrimonial deve ser marcado por mutualidade - o marido procurando satisfazer a esposa, a esposa procurando satisfazer o marido. O casamento não é um espaço para 'brigar por direitos'. O casamento é uma decisão de servir a outra parte, na cama ou fora dela. A abstinência sexual é possível por um período de tempo, se ambos concordarem e se for para algum propósito de jejum e oração - mas apenas em ocasiões assim. Depois voltem um para o outro. Satanás conhece maneiras engenhosas de nos tentar quando menos esperamos".
9. Cada membro tem a disposição de sacrificar-se um pelo outro – É agir com o mesmo espírito que Paulo aconselhou os filipenses a terem, advertindo-os em Filipenses 2:3, quando falou: "Não joguem sujo; não bajulem ninguém só para conseguir o que desejam. Ponham o interesse próprio de lado e ajudem os outros em sua jornada".
10. Demonstram confiança mútua – A confiança é um elemento importante na solidez do alicerce familiar. Cada membro precisa entender a relevância dessa confiança mútua e tomar cuidado para não traí-la.
O salmista alertou: "Se o Eterno não construir a casa, a obra dos construtores não passará de frágeis cabanas". (Salmos 127:1). E Jesus selou estas palavras quando afirmou em Mateus 7:26-27, que fala: "Mas, se vocês usarem minhas palavras apenas para fazer estudo bíblico, sem nunca aplicá-las à própria vida, não passarão de pedreiros tolos, que constroem sua casa sobre a areia da praia. Quando for atingida pela tempestade e pelas ondas, ela irá desmoronar como um castelo de areia".
Certamente, o casamento é um dos maiores desafios para qualquer pessoa. Por isso, o casal precisa de um exímio Arquiteto que saiba o que fazer para planejar sua união com os elementos necessários, a fim de que o projeto seja um sucesso. Só DEUS sabe acompanhar de perto o desenvolvimento da instituição que Ele mesmo estabeleceu.
Responda para si mesmo e marque um "x" em que situação você percebe estar vivendo:
Se você estiver no primeiro grupo, pode procurar aprender as lições preciosas do Senhor a respeito, antes do seu casamento. Se estiver nos primeiros anos do seu casamento, procure fazer uma avaliação do seu relacionamento conjugal. Você está vivendo um período de ajustamentos. É claro que já cometeu erros, mas lembre-se de que em um bom casamento não reina a perfeição, mas uma disposição de aceitar o cônjuge como ele é, e não como gostaríamos que ele fosse. É fundamental haver sempre um espírito perdoador e um sincero desejo de acertar.
Talvez você esteja casado(a) há dez, vinte anos. A tendência natural é ficar remoendo o passado e, às vezes, sentir culpa pelos erros cometidos. Porém, pense que você tem pela frente o presente e o futuro. DEUS sempre quer realizar mudanças em nossa vida. Se você falhou, peça perdão a DEUS e à sua esposa (marido) e recomece a vida.
Dói muito para os pais entregarem seus filhos para outra pessoa, mesmo que seja em casamento. Infelizmente, há casais que depois que os filhos casam não veem mais razão para continuarem juntos. Devemos nos preparar e, também os nossos filhos, para que na transição de formarem sua própria família, possa ocorrer com tranquilidade. Se você está vivendo essa experiência, aproveite a oportunidade para aprofundar o relacionamento com seu cônjuge. Precisamos libertar nossos filhos para que eles deixem nossa casa sob nossa bênção.
A velhice traz algumas consequências: a perda da beleza física, a solidão, a falta de motivação e planos, a dor pela morte de um ente querido, perda de força física e, por fim, viuvez. Se a pessoa encarar a velhice dessa maneira, entrará em pânico. No entanto, é uma fase da vida em que a pessoa pode desenvolver uma comunhão significativa com DEUS por meio da oração e da meditação na sua Palavra. É a época em que, consolidados na experiência de vida, escorados na maturidade, os avós podem exercer uma grande e benéfica influência na vida dos filhos e dos netos.
Lute pela sua família e pela sua vida conjugal. Nunca se esqueça de que a família é uma ideia de DEUS e nunca existiu um plano mais brilhante. Ela é a célula básica da sociedade e a unidade fundamental da Igreja. A Igreja e a Nação serão fortes à medida que suas famílias forem fortes.
Faça-se a seguinte pergunta: O que preciso fazer para que tenha uma família forte? Que área de minha vida preciso buscar em DEUS para descansar nEle?
OREMOS
DEUS! Estou começando uma vida a dois, ou já estou há tanto tempo com essa pessoa que amo. Que nada possa mudar a nossa motivação de estarmos juntos. Nem o tempo, as circunstâncias, as dificuldades que ora surgirão, a saída de nossos filhos, a nossa velhice... Que possamos a cada dia fortalecer o nosso amor de um para com o outro e alicerçarmos a nossa união na Rocha que é Jesus Cristo. Em nome dEle é que oramos. Amém!
[1] Jaime Kemp é norte americano, doutor em Ministério da Família pela Universidade Biola - Califórnia.
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