Peço inspiração divina,
Pra vê se num me atrapaio.
Vou seguir um roteiro,
Igual terço no rosário.
Para falar de um povo...
Tratado como...Carta fora do baralho.
Falar de brasileiros...
Famílias trabalhadoras.
Que não sabem fazer outra coisa,
A não ser mexer com lavoura.
Viviam no Paraguai,
Tinha vida promissora.
Trabalhavam com a terra,
Em suas propriedades.
Porém, no País vizinho...
Que é outra realidade.
Pois, o direito de posse...
Tem suas peculiaridades.
O título das terras,
Nunca chega às suas mãos.
Motivo de insegurança,
E muita preocupação.
Pois, o campesino paraguaio...
Organiza invasão.
Levam violência ao campo!
Pedem reintegração...
Das terras dos brasileiros,
Causando grande aflição.
Roubam os animais...
Destrói vidas, inclusive a plantação.
Trabalhar nesse ambiente,
Plantar sem poder colher.
Vê as coisas, o que tem...
Os invasores ... Comer!
Animais, lavoura... Esperança.
Tudo desaparecer!
A vida de repente...
Transforma-se num caos.
Os campesinos invasores...
A violência é brutal.
Armados até os dentes...
Faz trincheira em seu quintal.
Resistem o quanto podem!
Organizam-se ... Procura a lei.
Mas... Em terra estranha...
Forasteiro não tem vez.
Reúne sua família.
E volta...À pequenez..
Deixa todos os seus bens:
Terra, casa, economia.
Volta à estaca zero,
Pra recomeçar a trilha.
Embaixo da lona preta...
Coloca sua família.
Acampado à beira da estrada.
Tenta a vida recomeçar.
A idade avançada,
Sem forças pra trabalhar!
Sente-se marginalizado...
Ao seu País retornar.
O governo insensível.
Ignora a situação.
O gestor do município...
Sensível... Dá uma mão.
Pois, o governo do povo.
Não abandona o irmão.
Itaquiraí é o nome,
Do município que acolheu.
Esses grandes brasileiros,
Que voltam ao País seu.
Que acredita no trabalho!
E que são filhos de Deus.
Ao ver o sofrimento,
A história desse povo.
Que com muita honradez,
Começa tudo de novo.
A inércia do estado
Chega a dá ância, dá nojo.
Embaixo da lona preta,
Vidas sendo queimadas.
Como resto de asfalto,
Jogados à beira da estrada.
Para alguns políticos...
O humano vale... Nada.
Não consigo acreditar,
Naquelas cenas que vi.
Gente feito, animais,
Sem lugar para dormir.
Sem... “Lenço, sem documento”
Sem saber pra onde ir.
São cenas horripilantes!
Que faz cortar coração.
Homens, mulheres, crianças,
Sem nome, Pátria... Nação!
Falo por ti, meu amigo!
Este ano tem eleição.
Agora chegou nossa vez!
Não... Cobaia e nem besta.
Queremos nosso espaço,
Sair já, da lona preta!
Que o ECA seja cumprido:
Aos seus filhos... Acesso às letras.
Ao assistir a reportagem...
Senti-me envergonhado.
Não por ser brasileiro,
Mas... Por morar neste estado.
Onde os movimentos sociais...
Pelo gestor é ignorado.
O Globo Rural exibiu,
A triste situação.
Desses trabalhadores,
Que retornaram ao seu Chão.
E estão abandonados,
Pela atual gestão.
Jogados à margem da rodovia,
Como sendo lixo... Humano.
Sem direito a um teto,
Para abrigar seus filhinhos.
Más, políticos... Passarão!
Eu... “Passarinho.”
Oxalá! Que o povo aprenda!
Voto não é... Pra barganhar.
Voto é o caminho...
Para tudo melhorar.
Aos amigos brasiguaios...
Voto é... Terra pra trabalhar!
Acredito na força do povo!
E... Na organização.
Cabresto é pra animal,
Chega de humilhação!
O País é... Seu povo!
Seu voto é a solução.
Quando o povo acredita,
Tudo pode mudar.
A “União faz a Força”
Não me canso de falar.
Falo através dos versos...
Sou “Poeta Popular”.
18/07/10