Enchente no rio Aquidauana...
Leva-o a caminhar pelas ruas.
Destruíram suas margens...
Hoje está assoreado.
Casas; abrigo de peixes!
O povo, desabrigado.
A enchente é previsível!
Passível de contenção.
Mas... Tragédia dá lucro!
Recursos vêm de montão.
É melhor remediar...
Pra que buscar solução?
A classe política é igual!
Nada muda seu agir.
Espera acontecer...
Para recursos pedir.
“Estamos fazendo levantamentos!”
Para tudo incluir!
Essa novela é antiga.
Jaz, capítulo final!
Soluções definitivas...
Seca a fonte principal.
Povo gosta de ração.
É como boi no curral.
Projetos paliativos,
Já estão sendo traçados.
Estado de calamidade...
Primeiro a ser decretado.
Como é emergencial,
Dispensa ser licitado.
E assim, jorra dinheiro!
Como água pelas ruas.
O pobre que nada tem,
Fica com a casa nua.
Apela pra solidariedade...
Mora lá, a culpa é sua!
E essa triste novela,
Sempre o mesmo final!
Que por falta de opção...
Mora naquele local!
Cada enchente ele dança...
Palhaço... É carnaval!
A solução definitiva,
Todos sabem qual é.
Os que podem buscá-la...
Com certeza não quer!
Culpar a precipitação...
É mas cômodo... Seus manes!
Qualquer semelhança,
É mera coincidência
Tudo na vida tem limites.
Inclusive a paciência.
Quando vai mudar o lado...
Em que a corda arrebenta?
06/03/11