Valdemir Gomes
Até parece piada.
A proposta do congresso.
Um verdadeiro retrocesso...
Parece coisa ensaiada.
Povo, gado... Boiada!
Agora... O fundo partidário!
O eleitor, simples... Serventuário!
Aos olhos dos congressistas.
Bandidos... Têm uma lista!
Ao pobre sobra... Rosário!
É corte... Pra todo lado!
Dizem: a conta não fecha!
Buscam... Sempre uma brecha!
Querem manter o legado.
Precisa mostrar... Culpado!
Trabalhador... Quanta inocência!
O déficit da previdência...
“É o causador do rombo.”
Chicote no nosso lombo...
A quem pedir... Clemência?
Sempre a mesma ladainha...
É... “Preciso achar caminho!”
Diz o Ministro... “Tadinho!”
Brasa na sua sardinha.
Taxa... O feijão, a farinha!
Na surdina... Escondido!
O contribuinte... Fundido!
Já não sabe o que faz.
Plano... Futuro, jaz!
Vaselina... Nem é sentido!
O mínimo... Dez a menos!
Bate panela... Otário!
Três bi... “Fundo partidário!”
Deputados fazem... Acenos!
Seus projetos... Obscenos!
Garantia de... Retorno!
Esse bolo... Tá no forno!
São lisos... Muçum, quiabo!
Na população, até o... NABO!
Com jeito vira... ADORNO!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 16/08/2017
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