Valdemir Gomes
Chove no sertão...
Realmente a vida... Renasce.
Mágica... Um verdadeiro passe!
Espalha o verde no chão.
Na floresta volta à canção.
Sabiá... Maestro guia!
Puxa a bela melodia...
Hino do acasalamento.
Indescritível... Momento!
No alvorecer do dia.
A seriema... Garbosa!
Com seu cantar estridente.
Desperta outros... Viventes!
De maneira... Majestosa!
Bela flor... Graciosa!
Desabrocha num repente.
O beija flor... Saliente!
Contempla o acontecido.
Num bailar... Envaidecido!
Fecunda... Vida, semente!
O tatu em disparada...
Retorna à sua toca.
Cachoeira em pororoca...
Recepciona a chuvarada.
Agricultor... Terra, arada!
Semeia farta... Semente!
Matraca... Fecunda o ventre!
Coração... Pulsa feliz!
Cantar solitário da perdiz...
Uma saudação ao... Mestre!
A imponente... Asa Branca!
Retorna em revoada.
Nas árvores... Empoleiradas!
Seus galhos em alavanca...
Toda tristeza... Estanca!
Renova... Verde pastagem!
Diante desta... Imagem!
Brilha... Olhar do nordestino!
Abraça esposa e meninos...
Desfaz... Sua bagagem!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 11/06/2018
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