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Valdemir Gomes

Janela do Rio

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Da janela do rio Paraguai,
Avistei o pantanal.
Os primeiros raios de sol...
Não existe beleza igual!

As aves em revoada,
Contemplava o amanhecer.
O cantar do sabiá...
Entre as flores do ypê!

Anunciando aos habitantes... 
O nascer de um novo dia.
O jacaré preguiçoso...
Às margens do rio dormia!

Tuiuiú em revoada,
Iniciava a missão.
Rumando aos corixos...
Em busca de refeição.

A garça branca, 
Também acordava.
Num balé frenético,
O céu enfeitava!

A orquestra da vida,
Entrando em ação!
As ondas das águas...
Fazia o refrão!

O homem pantaneiro,
Iniciando a lida!
Segurava a batuta... 
Da orquestra da vida!

É lindo... O amanhecer pantaneiro!
Avistado, pela janela do rio!
O paraíso do Manoel...
Poeta... Patrimônio do Brasil!

Poema: Valdemir Gomes dos Santos 30/06/2016

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