Valdemir Gomes
Silêncio estridente da madrugada.
Vejo pelas frestas a luz da lua.
Cautelosa... Calada, a rua!
Galo sorrateiro... Rende à parada!
De repente surge do nada...
O canto ousado do grilo.
Barulho pra mais... “De quilo!”
Assusta a ousada perereca.
Saltitante... “Levada à breca!”
Dilata os olhos... Pupilos!
Num repente... Lampejo!
Desperto... Grafo um poema!
Na mente aflorou o tema...
No tacado... No varejo!
Decodifico... Num sacolejo!
Devagar... Qual centopeia!
Palavras viram... Ideias!
Registo tela... Papel!
Versos... Rima cordel!
Sem aplausos... Plateia!
Tic, tac... Soletra “três da manhã!”.
A cidade está... Dormindo!
Na BR... Caminhoneiros fluindo!
Saem de o seu... Divã!
Meio sonolento... “Tam, tam!”
Retoma o velho roteiro.
Puxa fila, primeiro...
Ajeita toda... Bagagem!
Pé no acelerador, estrada, viagem...
Grande Arquiteto... Passageiro!
Ouço o ronco dos motores...
Estremece... Coração!
Peço a Cristo... Permissão!
O jardim exala... Odores!
Revejo conceitos... Valores!
Saudade sacode o peito...
Implora pela... O Leito!
Assim gira o sistema.
Político traça... Esquema!
O mundo ainda... Tem jeito?
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 05/10/2018
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
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