Valdemir Gomes
Mudança brusca na rotina...
Diante do pleito político.
Cada cidadão... Crítico!
Sua viola... Afina!
Acende a luz da... Bina!
Fica um tanto quanto arredio.
Chega a dá náuseas, arrepio...
Abala até amizade.
Vejo como insanidade...
Parece animal no... Cio!
Que passe a turbulência...
Tudo volte à normalidade.
O valor de uma amizade...
Supera as divergências...
Uma questão de consciência.
Não tem sentido... Peleja!
Respeito é a cereja...
Que enfeita a nossa vida.
Sempre haverá saída...
Não importa onde... Esteja!
Os meios de comunicação...
Viram grandes... Palanques!
Nada fica inértil... Estanque!
Isso causa repulsa... Aflição!
Sem a nossa... Permissão!
Temos que aguentar... Lorota!
Mentiras... Daninha brota!
Às vezes perde-se a estribeira.
Passar pelas “três peneiras...”
Algum desafeto... Enxota!
Como pode a democracia...
Virar um simples... Petisco!
Na berlinda... Obelisco!
Vai pro ralo... Pra bacia!
Fome de bravateiro... Sacia!
Caminhamos rumo ao... Abismo!
Com desfaçatez... Cinismo!
Só verborreia... Balela!
Usa religiões... Capela!
Em nome do... Patriotismo!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 23/10/2018
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