Valdemir Gomes
A...
Paisagem passando pela janela...
Estrada, poeira, fogo... Fumaça!
Tragédia; humano... “Oh raça!”
Infelizmente, pela... Não zela!
Em nome, progresso... Atropela!
Quanta insanidade... Casuísmo!
Caminhando passos largos... Abismo!
Animais, sem rumo... Perdidos!
Relógio, ponteiros, invertidos...
Digamos, excesso... “Preciosismo!”
Então tenta buscar... Culpados!
Diz, há meses continua... Seco!
Sem saída está num... Beco!
Deveras, triste... Encabulado!
Rios secos, leitos... Assoreados!
A umidade do ar... Baixa!
Têm peças, não... Encaixam!
Arrogante, bate... Peito!
Esquece, antigo, aceito...
Mas, natureza cobra... Taxa!
Às margens, antigos... Banhados!
Uma vara de porcos... Selvagens!
Assustadora, chocante... Imagens!
Animais sedentos... Desesperados!
Focinhos, enormes... “Arados!”
Revirando, molhado... Chão!
Tentando encontrar... “Solução!”
Além de água... Alimento!
Diante de tanto sofrimento...
Muito chororô... “Lamentação!”
Sabemos, tudo causa... “Efeito!
“Isto é fato... Consumado!”
Plantou... “Colhe resultado!”
Seguindo regras... “Dito feito!”
O humano... “Justo perfeito!”
Ninguém dono... “Verdade!”
Estado de... “Calamidade!’
Necessário encontrar....”Saídas!”
Nessa desenfreada, corrida...
Dos bons tempos... “Saudade!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 16/09/2020.
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