Valdemir Gomes
Tento...
Mudar discurso... Repertório!
Para descrever... Universo!
Humano insano... Perverso!
Adora plateia... Auditório!
Mente, falsifica... Relatório!
Esconde, entrelinhas... Verdade!
Utiliza, manobras... Sagacidade!
Manipula, omite... Problema!
Sem saída, num dilema...
Perde conforto... “Liberdade!”
A bela planície pantaneira...
Outrora, paraíso, animais... “Aves!”
Hoje, afloram, problemas... “Graves!”
Antes, vazantes, cinzas... “Poeiras!”
Rupturas, cancelas... “Porteiras!”
Rios, nada de matas... “Perto!”
Derrubaram, leiras, fornos... “Deserto!”
Gado, sem pasto, sedentos... “Fome!”
Infelizmente, tragédia tem nome...
Partiram ao meio... “Ambiente, funesto!”
Cadáveres, mais... “Cadáveres!
Esteira, aves... “Rapina!”
Para burlar regras... “Propina!”
Esquecem, ignoram... “Deveres!”
Emitem falsos... “Pareceres!”
Digamos, postura... “Temerária!”
Maneira, conivente... “Solidária!”
Animais, indefesos pagam... “Preço!”
Será do fim, o começo...
Pomposas contas... “Bancárias!”
A sociedade... “Passiva!”
Continua de braços... “Cruzados!”
Como pantanal... “Exterminado!”
Barco, sem rumo... “À deriva!”
Boiada sem guia... “Comitiva!”
Exija do representante... “Atitude!”
Pegue no pé, não... “Desgrude!”
Cobre cumprimento... “Promessa!”
Eleições, delete, essas peças...
Aos maus políticos... “Ataúde!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 18/09/2020.
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