Valdemir Gomes
A...
Natureza em festa...
Chuva cai, lava... Plantas!
Uma bênção... Sacrossanta!
Momento, aparar... Arestas!
Fogo apaga, ainda, resta...
Na retina, ares... Esperança!
Aves em festa... Dançam!
Belas flores... Desabrocham!
Poeira, desprende da rocha...
Gestor, chega... “Lambança!”
Excesso de publicidade...
Na prática, pouca... Ação!
Que vemos, pirotecnia... “Felação!”
Politicagem, triste... Realidade!
Assistimos, vaidade de vaidade...
Pió, pió, canta... “Perua!”
Campanha invade... “Ruas!”
Momento, cautela, rever... Conceitos!
Quatro anos, cadê... “Feitos?”
Desce, basta São Jorge... “Lua!”
Agora, daremos... Provimento!
Muita falação... Propaganda!
Concerto, em forma... Banda!
Mas, calma... Discernimento!
Antigos rivais... “Ajuntamento!”
Essa desfaçatez, não... “Banque!’
Tem eleitor, enchendo... “Tanque!”
Inicia oferta... “Vantagem!”
Faz de conta, maquiagem...
Da cadeira, bravateiro... “Arranque!”
Aqui, ruas... “Caminham!”
Chuva... “Descem para o rio!”
Crateras, enorme... “Vazios!”
A seguir, mesma... “Ladainha!”
Vem aquela patrola... “Alisadinha!”
Nas eleições, voto... “Crivo!”
Momento, tinta... “Corretivo!”
Mudaremos, rumo... “Prosa!”
De maneira, solene, cautelosa...
Em respeito ao... “Coletivo!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 24/09/2020
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