Valdemir Gomes
Numa...
Tarde realmente... Ensolarada!
Encarei a temperatura... Asfalto!
Umidade baixa, sol... Alto!
Passos firmes na caminhada...
Máscara no rosto... “Suada!”
Faço de forma... “Metódica!”
Às vezes, contrariando... “Lógica!”
Por alguns... Questionado!
Porém, não fico acabrunhado...
Mantenho, caminhada... “Ecológica!”
Na pista, animais... Atropelados!
Cadáveres, aves... “Rapina!”
Natureza, deserta, acende... “Bina!”
Filhotes, lamentos... “Desesperados!”
Os pais por veículos... Dilacerados!
Num repente, vida... “Socorro!”
Apesar, pequeno trecho... Percorro!
Toda semana, novas... “Vítimas!”
Providências, urgentes, legítimas...
Triste, mascarado, feito... “Zorro!”
“Pelo andar da carruagem...”
Flora e fauna... “Dizimadas!”
Gestores, não fazem... “Nada!”
Falta atitude... “Coragem!”
Não é normal, tal... “Imagem!”
Cadê órgãos... “Fiscalizadores?”
Tem que rever, postura... “Valores!”
Importante, mudar... “Conceitos!”
Ninguém está satisfeito...
Novas regras... “Legisladores!”
Às margens, carcaças... “Fétidas!”
Por aves, rapina... Disputadas!”
No entorno... “Revoadas!”
À busca de alimentos... “Ávidas!”
Algumas acidentalmente... “Abatidas!”
Dessa forma, tragédia... “Aumenta!”
Insuportável, ninguém... “Aguenta!”
Tamanha, violência... “Atrocidade!”
Chega a doer, tanta maldade...
Assim, roda, da... “Arrebenta!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 30/09/2020.
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