Valdemir Gomes
Adoro...
Assistir programas... “Humor!”
Liberado, sessão... “Piada!”
Diz: “Sou o cara...Camarada!”
Mostra toda pompa... “Clamor!”
Como político, então... “Primor!”
Com povo, assumi... “Compromisso!”
Mostrarei várias folhas... “Serviços!”
“Adoro um diálogo... Franco!”
Pena, são páginas, em branco...
Diga-me o que significa... “Isso?”
“Se mentir... Nariz, cresce!”
Está sobrando... “Pinóquios!”
Semelhante, cardume... “Seláquios!”
A cada quatro... “Aparece!
Sem nexo, discurso... “Aborrece!”
Sempre, mesmo... “Repertório!’
Eleitor, plateia... “Auditório!”
Agora, acordado... “Esperto!”
Corona Vírus, sai de perto...
Vida pública, acabou... “Velório!”
Música de uma nota, só...
Soa mau aos... “Ouvidos!”
Com certeza, será... “Preterido!”
Cansamos de ouvir... “Cocoricó!”
Qual poeira, poluição... “Pó!”
Venceu, prazo... “Validade!”
Século vinte e um... “Realidade!”
Truco, ganha no... “Grito!”
Acabou, repertório... “Rito!”
Então, aceita... “Verdade!”
“Caminhando, cantando... “
Canção... “Geraldo Vandré!”
Barco afundou, não... “Pé!”
A roda segue... “Girando!”
Basta ficar... “Grasnando!”
O povo não quer... “Favores!”
Quanta inversão... “Valores!”
Só aparece, próximo... “Pleito!’
Esqueceu, “antigo aceito...”
Basta, pingo, aos... “Entendedores!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 03/10/2020.
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