Valdemir Gomes
Têm...
Seres realmente... Abomináveis!
Transpiram, exalam... Maldades!
Cometem, deslizes... Atrocidades!
Digamos, depravados... Irresponsáveis!
Além, insanos... Depreciáveis!
Envergonha, espécie... humana!
Com atitude, vil... Tirana!
Passa na calada da... Noite!
Na mata ateia fogo, acoite...
Postura, desordeira... “Leviana!”
Animais sem rumo, desesperados...
Tentam em vão, fugir... Perigo!
Ao ver destruído... Abrigo!
Ambiente num repente... Adulterado!
Corpo, ferido... “Ulcerado!”
Filhotes, indefesos... Mortos!
Observo, lamentos... Prantos!
Natureza sem... “Vidas!”
Haveremos, encontrar, saídas...
Punição a esses... “Incautos!”
Sabiá triste... Chorosa!
Ao assistir, floresta em chamas...
Não canta, lamenta... “Reclama!”
Flor antes, esbelta... Cheirosa!
Da imponente árvore... Frondosa!
Nem consegue salvar... ninho!
Derrete, cinzas... “Ovinhos!”
Cena lastimável... Repugnante!
Chamá-lo, intruso, meliante...
Seria elogio, afago... “Carinho!”
Clarão horripilante... Labaredas!
Choro estridente da grama...
Impotente, observa... Drama!
Formando trilhas... Veredas!
Árvores, secas... “Quedas!”
Ao amanhecer... Deserto!
Nem rastro de viventes... “Perto!”
Seres assim, nenhum... “Prestígio!”
Aplica-se regras, litígio...
Malfeitor, investigado... Descoberto!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 04/10/2020.
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