Valdemir Gomes
Não...
Roube sorriso... Criança!
Construa mundo... Diferente!
Permita germinar... Semente!
Semeie, amor... Esperança!
Lute contra essas... Lambanças!
Gestor, ao invés de ponte... Muro!
Assim, destruindo... Futuro!
Desculpas, saídas pela... Tangente!
De forma vil, indiferente...
Não desista, jogo... “Duro!”
O mundo está... Perplexo!
Diante da nova... Realidade!
Todos em pé de igualdade...
Não importa, raça... Sexo!
Digamos, porrada no... Plexo!
Mudaram, hábitos... Consumo!
A vida saiu do prumo...
Da águia, tosquiaram... Asa!
Cuidado, fica em casa...
Haveremos de encontrar... “Rumo!”
Humano, virou... Cadeado!
Isolado, fechado, seu... Mundo!
Tresloucado, egoísmo... Profundo!
Por muros, alarmes... Cercados!
Num pequeno universo... Isolado!
Carapaça, cinismo... Ancora!
Lábios sorriso, por dentro... Chora!
Como planta, vegeta, não... Vivendo!
Os anos, seguem, escorrendo...
Diria, José, e... “Agora!”
Tornar sociedade... Salubre!
Perseverança, desafio... Diário!
Do mais bastado ao... Proletário!
Não impressione, tamanho... Ubre!
Evite pensamento... Fúnebre!
Acredite, construa novo... Amanhã!
Torne-se dos seus feitos... “Fã!”
Supere, tempestade... Torrente!
Como elo, melhor corrente...
Saia de a clausura... “Divã!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 08/10/2020
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