Peço...
Ao Grande Arquiteto...
Inspiração, discernimento... Coragem!
Preciso fazer bela... Viagem!
Pretendo ser, sutil... “Discreto!
Para relatar um projeto...
Seguindo extenso... “Roteiro!”
Amor, sincero... “Verdadeiro!”
De um casal, humilde... “Divino!”
Dona Neli, Manoel Justino...
Minha genitora, parabéns, pelos... “Janeiros!”
Com otimismo, amor... “Perseverança!”
Tiveram numerosa... “Prole!”
Porém, sem perder... “Controle!”
Criaram dezesseis... “Crianças!”
Sob suas batutas... “Lideranças!”
Sempre unidos, enfrentaram... “Lida!”
Dificuldades, prover sustento... “Comida!”
Sem jamais, perder serenidade... “Fé!”
Desjejum às vezes, nada além, leite café...
Apesar, nunca reclamavam... “Vida!”
Mesmo na dificuldade...
Mantinha sorriso... “Rosto!”
Mãe, vinte quatro horas... “Posto!”
Superando obstáculos com dignidade...
Mantendo o sonho... “Liberdade!”
Aos, oportunidade... “Estudos!”
Cristo, parâmetro... “Escudo!”
Alguns empecilhos... “Resolvidos!”
Não há jogo, perdido...
Seus filhos são, seus... “Tudo!”
Hoje, aos oitenta anos...
Permanece, cumprindo belo... “Papel!”
Um deles, mora no céu...
Em vida encerrou... “Plano!”
Ela, mais uma velinha... “Soprano!”
Assim, fala o matuto... “Nordestino!”
Seus herdeiros, continuam... “Meninos!”
Meus pais um casal... “Ouro!”
Mãe, você uma joia, tesouro...
Na verdade, dessa maneira... “Defino!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 30/01/2021