Como...
Pode isso, acontecer...
Continuarem defendendo... Indefensável!
Transformando, pobre... “Miserável!”
Até quando vai... “Permanecer!”
O congresso, nada a fazer...
Quanto as promessas... “Esquece!”
Aliás, “mamadeira, piroca... Oferece!”
Como o povo ficou... “Estressado!”
Energético à base leite condensado...
Gesto, Arminha, sempre... “Aparece!”
A sociedade perplexa...
Diante de tanta... “Omissão!”
Tudo à base, negociata... “Comissão!”
Muita calma, não... “Avexa!”
A carruagem... “Desconexa!”
Estamos descendo... “Ladeira!”
Amazônia libera, derruba... “Madeira!”
Paraíso virando... “Deserto!”
Vale tudo garoto, esperto...
Esquece a propalada... “Três peneiras!”
Aquilo que está... “Péssimo!”
Com certeza, pode... “Piorar!”
Chega, não dá mais... “Tolerar!”
Do prometido, sem cumprir... “Décimo!”
Combustíveis, aumento... “Acréscimo!”
Do servidor, congelado... “Salário!”
Aliás, somos tratados... “Otários!”
Serviços essenciais... “Dilacerados!”
Propositalmente, foram precarizados...
Saúde, morrendo na fila... “Usuário!”
Trabalhador desempregado, sem renda...
Família falta opção... “Deprimida!”
Criança chorando, pedindo... “Comida!”
Devendo aluguel, desocupa, arma... “Tenda!”
Suplica filho, mamãe fogão... “Acenda!”
Dispensa vazia, olhos... “Lacrimeja!”
Café da manhã, nada... “Bandeja!”
Gestor, compra, chiclete... “Condensado!”
Auxilio, diz não, fato, consumado...
Lamentável, conceitos... “Reveja!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 07/02/2021