Ouvir...
O som de a natureza...
Queda d’água... Cachoeira!
Florescendo a vida... Videira!
Flores, desabrochando... Sutileza!
Beija flor, com galhardia... Beleza!
Executando lindo... Bailado!
Enquanto, néctar sugado...
Polinizando, multiplicando... Vidas!
Numa beleza, incontida...
Grande Arquiteto... “Obrigado!”
O som estridente da queda...
Representando, choro... Lamento!
Leito, rio, esgoto... Excremento!
Infelizmente, humano... Depreda!
Triste, permuta... Moeda!
Matas ciliares... Derriçadas!
Margens, crateras... Escarpadas!
Pantanal, recebendo... Sedimentos!
Assim, acontece, assoreamento...
Água na planície... “Esparramada!”
Realidade, insana... Preocupante!
Matas abaixo... “Correntão!”
Virando, leiras, fornos... “Carvão!”
Música, inaudível... “Destoante!”
Nada, volta a ser como antes...
Verdade, irrefutável... “Fato!”
Órgãos fiscalizadores, despidos... “Aparatos!”
Trabalhadores de mãos... “Atadas!”
Pouco podem, quase nada...
No poder sobrando... “Ratos!”
Porém, jamais, jogue... “Toalha!”
Todo gestor, simples... “Passageiro!”
Desbaste a pedra... “Pedreiro!”
Rios entupidos, embarcação... “Encalha!”
Voto, procuração, elegeu... “Canalhas!”
Certamente, pagará... “Preço!”
Desgraça, do fim... “Começo!”
Esqueceram, regras... “Estatuto!”
Pagamos, altos tributos...
Moral, bons costumes... “Avesso!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 16/02/2021