Valdemir Gomes
No...
Crepúsculo da madrugada...
Estrelas ainda, brilhando... Céu!
Apoderando dos fatos, caneta... Papel!
Passarinhos, iniciam... Alvorada!
Calçando tênis começando... Caminhada!
No percurso, rodovia... Fétida!
Ao constatar, fauna... Abatida!
Ficando, triste... Indignado!
Imaginando, isso precisa ser mudado...
Claro, necessário encontrar... “Saída!”
Parece até, disco... Furado!
Digamos, assunto... Repetitivo!
Reitero, quando faremos... Corretivos?
Transitando pelas vias, mais... Ligados!
Dirigindo com cautela... Cuidado!
Haveremos de cicatrizar... Ferida!
Cada, animal, geração... Vida!
O humano, esquecendo... Lição!
Extirpando, da música refrão...
Estas chagas, urgente... “Contidas!”
Filhotes, chorando, perdidos...
Aflorando, revolta... Impotência!
Insisto, reivindicando... Consciência!
Sentindo-se deveras... Agredido!
Diria, Tiringa: “Muitos aninais, morridos!”
Aves de rapina, banquete... Festa!
É urgente, aparar... Arestas!
Cada um, fazendo... Possível!
Pois, este retrato, horrível...
Quem ama a vida... “Detesta!”
Um bando, inocentes capivaras...
Tentando atravessar... Rodovia!
Preocupadas, protegendo... Crias!
Motorista, desumano, não... Pára!
Alvoroçada, coração... Dispara!
Banham nos lagos, caixas... “Empréstimo!”
Cada travessia, morte... Decréscimo!
Peço desculpas ao ser... Redundante!
Mas, nesse momento, instante...
Animais mortos, dilacerados, dia... “Péssimo!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 21/04/2021
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
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Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
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