Como...
Pode tantos conchavos...
Parece que estamos... Fim!
Está virando, conversa... Botequim!
O povo deveras, visto... Escravo!
Auxílio emergencial, migalhas... Centavos!
Porém, diante de a... Necessidade!
À frente, agências, filas... Promiscuidade!
Mas, sem alimento, pobre... Encara!
Essa omissão, a nada compara...
Relembrando, os nove... “Saudade!”
Estamos realmente na berlinda...
Oxalá, que sociedade... Aprenda!
Trabalhador, sem direitos, emprego... Renda!
Perguntando, quando COVID... Finda?
Muito disque, me disque... Ainda!
Cansamos das balelas... Bravateiro!
País, barco, sem... Timoneiro!
Além de UTIs, falta... Oxigênio!
Queremos, resolutividade, gênio...
Gestores, colmeia... “Vespeiro!”
A esperança, sucumbindo...
Diante da inanição... Atitude!
Os mandatários, enganam... Iludem!
Pela tangente, sempre... Fugindo!
Saibam, a temperatura... Subindo!
Está evaporando... Paciência!
Tudo questão de... Consciência!
Excesso de empurra, vai... “Vem!”
Milho, canjica, xerém...
Infelizmente, minaram... “Resistência!”
Faltando espaço... Cemitério!
Coveiros, trabalhando... Exaustos!
Têm políticos, não descem... Salto!
Nunca levaram, problema... Sério!
Diria, quanto acinte... Despautério!
Pois, desesperadas, crianças... Choram!
Por alimento, leite, pão... Imploram!
Famílias, trancafiadas... Retidas!
Procurando caminhos, saídas...
Sem opção, perguntam... “Agora?”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 24/04/2021