Valdemir Gomes
Não...
Tem como permanecer calado...
Diante de tantas... Perdas!
Diria atitude... “Calhorda!”
Continua, estático... Parado!
Pouco, quase nada... Mudado!
Postura, deselegante... Rude!
Mantém, insana, depravada... Atitude!
Nos hospitais, faltando... Leitos!
Insensível, não revê conceitos...
Limitando, recursos, verbas... “Saúde!”
As falas, balelas... Bravatas!
Impróprias para... Momento!
Segue promovendo... Ajuntamentos!
Fake news, depois... Erratas!
O País, marcha ré... “Engata!”
A normalidade, empena... Entorta!
Como um depravado... Comporta!
Cada dia, um novo... Vexame!
Sanidade, sugiro, exame...
Pobre, miséria, batendo... “Portas!”
Amigos, parentes, partindo, cedo...
Deixando saudades... Lacuna!
Cabo Almir, ficando vazia...Tribuna!
A vida, mistérios... Segredos!
Defendeu trabalhador, sem... Medo!
Porém, teve marcante... Trajetória!
Na luta, memoráveis... Vitórias!
Aqui, cumpriu, belo... Legado!
Comportando-se conforme, combinado...
Descanse no reino... “Glória!”
A todas vítimas, COVID...
Meus sentimentos... Respeito!
Repousando, noutro leito...
Partida, de forma precoce... Agride!
Próximo pleito, haverá... Revide!
No reelegeremos alguns... Escórias!
Políticos omissos, atitudes... Inglórias!
Certeza, fizemos equivocada... Escolha!
Nesses, passaremos a trolha...
Somos cúmplices, mãos... “Palmatória!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 26/05/2021
FRONTEIRA
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