O...
País, grande torre... “Babel!”
Claro, gestores não se... Entendem!
Com mentiras, balelas, o povo... Ofende!
Governo sem projeto... Escarcel!
Reajustes dos combustíveis, rotina... Troféu!
Demais produtos, pegam... Carona!
Diria o caipira: “Virou... Zona!”
Pobre sem emprego, comida... Desalentado!
Literalmente pegou barco furado...
Transporte, seu carro... “Abandona!”
Virando companhia, o vizinho...
Ambos, a pé, fazendo... Caminhada!
Sociedade sem rumo, sentindo... Abandonada!
Ao invés de flores, presente... Espinhos!
Quanto ao dito: “Dá-se... Jeitinho!”
Esse chavão, saiu de... “Moda!”
Estão tentando reinventar... “Roda!”
Nas reuniões, desentendimento... “Brigas!”
“Segue empurrando com a barriga...”
Aloprado, puto, desbocado... “Foda!”
Impossível encontrar saída...
Assusta entrar no... Supermercado!
Alimento nas gôndolas, têm... Aumentado!
Desde o supérfluo, à... Comida!
No açougue, comprando pelanca... Moída!
Pois, até o ovo, antes mistura... Subiu!
Reclamar a quem... “Puta que pariu!”
Trabalhador sem renda, perdendo... “Estribeira!”
Levando para casa, restos de feira...
Da panela, feijão com arroz... “Sumiu!”
Um amigo de trabalho, bolsonarista...
Perguntou: “Porque o mesmo tema... Aborda?”
Respondi: “Para ver se o povo... Acorda!”
Entendendo que elegeu... “Golpista!”
Trabalhador perdendo, velhas conquistas...
Hipnose, gesto Arminha... “Calhorda!
O fato, tudo em excesso... “Transborda!”
Sai da hibernação, não seja... “Otário!”
Num repente, evaporando salário...
Do lado mais fraco, arrebenta... “Corda!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 04/10/2021