O...
Povo já não tem o básico...
Tradicional, dupla, arroz... “Feijão!”
Mistura, ovo, virando... “Bifão!”
Momento preocupante... Trágico!
Apesar de tudo, alguns... Fanáticos!
Ainda aplaude, defende... Bravateiro!
Que sem nenhum, projeto... Roteiro!
Levando o País, para... “Buraco!”
Todos tratados farinha, mesmo saco...
Quanto à carne, nem lembra... “Cheiro!”
Preço dos alimentos, nas alturas...
Tudo puxado pelos... Combustíveis!
Situações, lamentáveis, tristes... Horríveis!
Arroz, cozinhado sem óleo... “Gordura!”
O tal Messias, endeusaram... “Criatura!”
Gesto Arminha, tática... Hipnose!
Remédio em excesso, exagero... “Overdose!”
Agora, para piorar... “Inflação!”
Energia nas nuvens, volta, lampião...
Panela vazia, almoço... “Metamorfose!”
O trabalhador sem emprego...
Desalentado, vivendo esse... “Dilema!”
À vista, nada de solução...”Problema!”
Não tem a quem pedir... “Arrego!”
Acabou, a lua de mel... “Chamego!”
Sem perspectiva, encara... “Realidade!”
Palavra em voga, crise... “Dificuldade!”
Gás de cozinha, como gasolina... “Subindo!”
Fogão à lenha, de novo, bem-vindo...
Eta! Do nove dedos... “Saudade!”
Haveremos de encontra caminhos...
Cansamos de tratamento... “Babaca!”
Se preciso, chutar o pau... “Barraca!”
Basta de pisar sobre... “Espinhos!”
Sem alimento, chora por leite... “Filhinho!”
Quanto ao governante, permanece... “Insensível!”
Infelizmente, isso, óbvio, era... “Previsível!”
Como parlamentar, vários mandatos, nada... “Fez!”
Seu eleitor, arrependido, vermelha, tez...
Semelhante a perua, pió, pió... “Horrível!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 06/10/2021