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Lei não é para todos...
Apenas, ao pobre, punição... “Cacete!”
Porque ele pode circular sem... “Capacete?”
Quanta inversão, vergonha, desrespeito... “Engodo!”
Cidadão, escamoteando, sabonete... “Lodo!”
Deixando de joelhos, inclusive... “Justiça!”
Deveria ser o chefe, modelo... “Premissa!”
Infelizmente, com ele, nada... “Acontece!”
Diria o caipira: “Desrespeito, ninguém, merece...”
A moral, os bons costumes... “Derriça!”
Na verdade deveria ser... “Espelho!”
Cumprindo rigorosamente, todas... “Regras!”
Essas atitudes, vergonhosas... “Piegas!”
Deixando os demais poderes de... “Joelhos!”
No popular: “Um fora da... Pentelho!”
Numa escorchante, inversão... “Valores!”
Para oficializar vexame: “Escoltado... Batedores!”
Desvirtuando a CARTA MAGNA... “Público!”
Como se fosse normal, ensaio, lúdico...
Cadê os magistrados, da ORDEM... “Defensores?”
À circular de moto, desprovido de EPI...
Além de afrontar regras, pouco... “Caso!”
Um tapa em nossa cara, vexame... “Arraso!”
Inadmissível os OPERADORES, justiça... “Permitir!”
Alguns teleguiados, hipnotizados a aplaudir...
Para quem fez, gesto ARMINHA... “Templos!”
Na realidade, segue dando péssimo... “Exemplo!”
Incapaz para empunhar malhete... “Cajado!”
Diante das ilicitudes, deveras, indignado...
Atitudes, imorais, desrespeitosas, não... “Contemplo!”
O humilde cidadão, Genival dos Santos...
Sem capacete, foi punido, ceifaram... “Vida!”
Situação revoltante, abrindo, cratera... “Ferida!”
Seus familiares, lamentando, aos... “Prantos!”
Lembrança, moto, abandonada, num canto...
Seguido pelo gado, destoante... “Cortejo!”
Envergonhado a cena, deprimente... “Vejo!”
Da IMORALIDADE, chegamos ao... “Cume!”
Exalando odor de enxofre, perfume...
Cercado por roedores, ratos... “QUEIJO!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 02/07/2022