O...
Eleitor está, deveras, ansioso...
Alguns postulantes aos cargos... “Aflitos!”
Em sua cabeça, já definido... “Veredito!”
Porém, precavido, calado... “Cauteloso!”
Esse silêncio, deixando... “Curioso!”
Toda mudança, importante, salutar... “Precisa!”
Alguns políticos, muçum, sabonete... “Desliza!”
Para ludibriar, uma nova... “Roupagem!”
A gente já conhece: “Está vazia, bagagem...”
Desnudou o trabalhador, surrupiou... “Camisa!”
Mas, estamos de olhos abertos...
Precavidos, não cairemos... “Emboscada!”
Agora pacote de ofertas, benesses... “Marmelada!”
Antenados, estamos, no popular: “Espertos...”
Exigimos dos administradores... “Corretos!”
Daremos um basta, nesses... “Aventureiros!”
Nada de maquiagem, tapeação... “Roteiro!”
Em política, não lugar para... “Curioso!”
Chega de Fake News, mentirosos...
Diria: “Você, um péssimo... Mensageiro!”
A cada debate, agressão, truculência...
O povo está de: “Saco... Cheio!”
Até agora, não disse a que veio...
Está explicito: “Esbanjando... Incompetência!”
Para piorar: “Brincando com nossa... Inteligência!”
A cada dia, apresentando, uma nova... “Desculpa!”
Quanto aos bons feitos: “Não vistos, nem... Lupa!”
Tanta desfaçatez: “Pleiteando... Mandado!”
Ao seu redor, incontáveis roedores, ratos...
No cavalo: “Realmente, montado... Garupa!”
Por conseguinte: “Está com os dias... Contados!”
Dois de outubro, receberá solene... “Veredito!”
Não, jogo de truco: “Se ganha no... Grito!”
O eleitor, como gato: “Escaldado...”
Jamais, votará, pelas oferendas... “Agrados!”
Analisando, diria: “Agora, já... Tarde!”
Pimenta, nos olhos alheios... “Arde!”
Nem sando acredita, mais... “Promessas!”
Como músico, péssimo: “Samba atravessa...”
Com as mulheres, desrespeito: “Machão... Covarde!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 30/09/2022.