Valdemir Gomes
Quero...
Ouvir a voz rouca das ruas...
Reagindo a essas atitudes... “Insanas!”
Não podemos aceitar, rebeldias profanas...
Esses desordeiros, no mundo... “Lua!”
Condicionado ao pió, pió... “Perua!”
Para fazer omelete, necessário... “Ovo!”
Ao destruir o patrimônio... “Povo!”
A sociedade foi ferida... “Morte!”
As imagens chocantes, sem recortes...
Esses baderneiros, do contato... “Removo!”
Já não suportamos tantas mentiras...
Invadindo aparelhos, redes... “Sociais!”
Esses Fake News, não colam mais...
Segundo o dito: “A roda... Gira!”
Parece história, de mula sem... “Curupira!”
Na realidade, essa postura... “Irrita!”
Infelizmente os menos informados... “Acreditam!”
Seguindo o sorriso, sarcástico... “Moço!”
Os que defendem, na fila do osso...
Num repente, evaporou... “Marmita!”
Quantas calçadas, marquises, lotadas...
De muitas famílias, novo... “Endereço!”
Vamos à luta, prontos... “Recomeço!”
Ponto final, bravatas... “Patacoadas!”
Quatro anos, ao rumo do nada...
Usou como estratégia, culpar... “Desafetos!”
Tudo à base do improviso, sem... “Projeto!”
Oxalá, que tenhamos aprendido... “Lição!”
O contribuinte, caminhando, contramão...
Para sobreviver: “Orçamento... Secreto!”
Agora resgataremos sorriso, esperança...
Na retina do olhar, otimismo... “Brilho!”
Tudo faremos pelo futuro... “Filhos!”
Não se sustenta, mentiras... “Lambanças!”
Prato frio, que se come... “Vingança!”
Porém, aplicando com cautela... “Classe!”
A paz, harmonia, respeito... “Abrace!”
Com voto secreto, soberano... “Virado!”
O povo consciente, jogo, jogado...
A bola redonda, acertamos... “Passe!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 22/01/2023.
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