Valdemir Gomes
Sempre...
Que começa um novo ano...
A sociedade, realmente... “Otimista!”
De prioridades, elencamos uma... “Lista!”
Reorganizando, refazendo, planos...
Do armário mental, projetos... “Tirano!”
À medida que o calendário... “Avança!”
Na retina do olhar, fileto... “Esperança!”
Porém, a vida, misteriosa... “Enigmática!”
Nem sempre, possível colocar em prática...
Importante, manter controle... “Gastança!”
Quando há mudança na gestão...
Aumenta muito entusiasmo... “Otimista!”
A gente adora codinome, tarja... “Comunista!”
Tudo na lida, lei da... “Compensação!”
Trabalhador, nos lucros, reivindica... “Participação!”
Visto que o bônus coletivo... “Socializado!”
Assim, sem dúvidas, mais... “Animados!”
Queremos participar do jogo... “Cartas!”
Para termos o sonho, mesa farta...
Os serviços públicos deveras... “Melhorado!”
Este objetivo, perseguimos cada dia...
Porém, toda mudança... “Comunidade!”
Ao inovar, interferir na... “Realidade!”
Acaba provocando, tsunami... “Avaria!”
Surgem termos pejorativos: “Está dando azia...”
Queremos nos rumos, sociais... “Corretivos!”
Voto livre, secreto soberano... “Crivo!”
De políticos desonestos, cortamos... “Asa!”
Devolvemos aos seus familiares, casa...
Cansamos do faz de conta... “Paliativos!”
Para superar os entraves, reatores...
Necessário, muita investigação... “Critério!”
Nem sempre, fim ataúde, cemitério...
Tudo uma questão de crença... “Valores!”
Num repente, aciona bina... “Motores!”
Quanto à inovação, fé... “Insistência!”
Não admitimos, desorganização... “Falência!”
Exigimos transparência, fim... “Sigilo!”
Chega de seguir, cri, cri, estridente, grilo...
Inadmissível alguém vilipendiar... “Ciência!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 26/01/2023.
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