Valdemir Gomes
Nem...
“Tudo que reluz é ouro...”
Tem muita gente boa... “Enganada!”
Nos bastidores, falcatruas... “Acordadas!”
Povo gado, boiada, estouro...
Diz o dito: “A correia sai... Couro!”
O Brasil num repente, voltou... “Passado!”
Fomos durante quatro anos... “Ludibriados!”
Ao entregar o cajado... “Trapaceiro!”
Pois, não tinha projeto, roteiro...
Ficamos como água, de... “Parado!”
Mas, finalmente, o povo acordou...
Com voto soberano, mudou... “Destino!”
Um ponto final no imbróglio, pepino...
Para o cesto do lixo... “Mandou!”
De um bando de incompetentes... “Livrou!”
Chega de trabalhar pela ração... “Comida!”
Cidadão livre, consciente... “Saída!”
Com cautela, refazendo... “Ninho!”
Até porque a gente conhece, caminho...
Voltamos à campo, encarando... “Partida!”
De maneira convicta, permanente...
Um ponto final, nessa... “Bolha!”
Através do pleito, sensata... “Escolha!”
Queremos um Brasil, altivo, diferente...
Trocamos discurso autorizado... “Competente!”
Até porque pessimismo, ignorância... “Mata!”
Todo tempo, tempo de correção... “Errata!”
Agora acontecerá, conforme... “Previsto!”
Muitos paradigmas, valores, sendo revistos...
Felizmente, colocamos, ponto final... “Bravata!”
Hoje navegamos em céu... “Brigadeiro!”
Eliminamos os obstáculos... “Entraves!”
Mudamos o piloto, condutor... “Aeronave!”
Até por quê: “Não desistimos... Brasileiros!”
Na realidade, tudo na vida... “Passageiro!”
Dessa hibernação, hiato, não... “Saudade!”
Pois, abominamos tais pacotes... “Maldade!”
Aos tímpanos, ruídos, mito... “Irrita!”
Mas, à medida do possível, celeuma, evita...
É tempo de refazer antigas... “Amizades!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 20/05/2023.
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