Valdemir Gomes
Quando...
Buscamos na memória a infância...
Fatos pitorescos à tona... “Recordo!”
Num repente, de sonhos, transbordo...
Porém, com humildade... “Elegância!”
A saudade retornando, petulância...
A juventude, no olfato, exalando... “Cheiro!”
Ao fugir da rotina, trivial... “Corriqueiro!”
Verdades surgindo invade... “Cabana!”
Relembro as videntes, ciganas...
Assim, a vida, seguindo... “Roteiro!”
Quando conecto na tomada do tempo...
Recordando os afazeres da... “Lida!”
Mas, minha infância, brincadeira... “Corrida!”
Dos bons momentos da... “Contemplo!”
Os pais como parâmetro... “Exemplo!”
Na haste da lida, hasteava... “Bandeira!”
Após a chuva a terra, ousada... “Cheira!”
No piquete, a gente, grama... “Plantava!”
As lágrimas com a chuva misturava....
Sempre utilizando o filtro: “Três... Peneiras!”
Agora os tempos são outros...
Podemos degustar da... “Modernidade!”
Vivemos tristes momentos... “Falsidade!”
Pendurados aos poderes... “Monstros!”
Dessa forma, impossível... “Neutro!”
Mas ao falarmos, nem sempre... “Ouvidos!”
Assistimos o poder, pelo poder... “Corroído!”
Mesmo assim, seguiremos... “Frente!”
Antenado, tentando reconectar, corrente...
Oxalá, que despertemos o sexto... “Sentido!”
Perseverar, fazendo parte da luta...
Sabendo que seremos... “Reprimidos!”
Às vezes, somos num repente... “Poluído!”
A lida, buscando, parâmetros... “Permuta!”
Quem o Grande Arquiteto, escuta...
Com certeza, superará intrusos... “Obstáculos!”
Agindo com calma, licitude... “Tentáculo!”
Cada novo amanhecer festejo... “Contemplo!”
De Cristo, somos moradas, templo...
Cansamos de tanta pirotecnia... “Espetáculo!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 18/12/2024.
FRONTEIRA
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