Valdemir Gomes
Uma...
Fagulha do tempo deslizando na memória...
Trazendo à tona bons momentos... “Infância!”
Onde a galope superávamos, distância...
Como serelepes, sucumbindo... “Escórias!”
Na realidade, foram tempos de glória...
Como é maravilhoso bulir nos arquivos... “Mente!”
Onde o tempo, escorria devagar... “Lentamente!”
A chuva exalava o cheiro saudoso... “Terra!”
O sol, levantando as cortinas da serra...
Separávamos com habilidade o joio... “Semente!”
Na retina do amanhecer, belo sorriso...
O cheiro das fezes do gado... “Curral!”
Mugindo os bezerros, comandavam o ritual...
No jardim, borboletas, num bailar, preciso...
As abelhas marcando presença... “Aviso!”
No olhar materno, deslizava... “Brilho!”
Galinhas alvoroçadas catavam... “Milho!”
Num repente, enxada no ombro... “Roça!”
A varanda da casa abrigava carroça...
Aos poucos, a lida acomodava... “Trilhos!”
No berço, o caçula, despertava chorando...
Num repente, mamadeira, troca... “Fralda!”
Após, saciado, um sorriso... “Esbalda!”
O aconchego enciumado, segue... “Aguardando!”
Dessa maneira, a calmaria, retornando...
A vida, escorrendo, calma... “Sorrateira!”
Tudo regrado a saudáveis... “Brincadeiras!”
O lar aconchegante, exalando... “Conforto!”
Após o café, suculento, quebra torto...
Assim, adotávamos o filtro... “Peneiras!”
Ainda, sinto o cheiro inocente da infância...
Como cabritos, saltitando... “Terreiro!”
Leite com mastruz, verme... “Ligeiro!”
De casa à escola, longa... “Distância!”
Com roupas simples, destilava, elegância...
Chinela havaiana, vestimenta... “Sapato!”
Pés empoeirados, realidade... “Fato!”
Diante do cheiro da mata... “Feliz!”
Ao longe, cântico estridente, perdiz...
Às vezes, rotulado de capiau... “Mato!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 26/04/2025.
NOTA DE FALECIMENTO
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