04 de dezembro de 2021
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Gabriel Novis Neves

MANIA NOVA

dothCom Consultoria Digital2
30 AGO 2021 - 08h02min

Por razões que desconheço,  nestes últimos trinta dias refiz e publiquei uma crônica. Foi a primeira que escrevi e publiquei, – “A barata voadora” (1964). Agora, na sua quarta versão (a melhor delas). 

Depois, adapteie um opúsculo que lancei em agosto de 1972 em Brasília e o novo “opúsculo” da Universidade da Selva publicarei na semana que vem como crônica. Acredito que esta será de grande valia para pesquisadores, alunos e professores da UFMT, pois a versão inicial praticamente desconhecem.

Diz a sabedoria popular que não se avança rumo ao futuro desconhecendo o passado, suas decisões com erros e acertos. Esse é o substrato da nossa verdadeira história, pois sempre existe um início. Nada acontece por acaso,  e desconhecer esse “nada” é negar a própria história.

Que tipo de universidade irei implantar?  Foi a primeira pergunta que fiz a mim mesmo quando escolhido reitor “pró-tempore” para implantar a UFMT.

Seria mais fácil copiar o modelo de uma boa universidade do centro-sul brasileiro, mas sem compromissos com o desenvolvimento socioeconômico da região e respeito ao meio ambiente e às comunidades indígenas existentes na região da UFMT, muitas virgens de contato com o homem branco.

De jeito algum poderia ser apenas uma alteração na estatística do MEC ao relacionar novas universidades públicas, assim como não admitia de forma alguma que ela fosse apenas mais uma “repartição pública federal”!

Teria que ser uma casa de ensino, pesquisa extensão, totalmente voltada ao desenvolvimento regional. Daí para frente tudo foi mais fácil. Ocupávamos o maior vazio cartográfico do planeta, e não conhecíamos quase nada do meio-ambiente para o qual iríamos formar profissionais de nível superior.

Óbvio que teríamos que inverter o “consagrado binômio” ensino-pesquisa, para pesquisa e ensino.

O grande capitão dos índios Xavantes – Cêremece, dizia ao seu povo: “Ninguém ensina o que não sabe, muito menos ao nível de uma universidade”.

Propusemos ao MEC e demais agências financiadoras de desenvolvimento regional, recursos para implantar um Centro de Pesquisas em Dardanelos (Aripuanã). Esse Centro de Pesquisas enviaria ao Campus de Cuiabá informações, mesmo empíricas, para currículos de novos cursos voltados para a nossa realidade. Foi quando sugerimos inverter ensino e pesquisa, para pesquisa e ensino.

O resto da história todos conhecem. Com menos de oito anos, a UFMT interferiu decisivamente na divisão do Estado de Mato-Grosso, se tornou modelo de universidade moderna, segundo o Ministro do Planejamento do Brasil, Reis Veloso, e modelo futuro de uma Universidade Amazônica, com o seu “quadrilátero de conhecimentos” da Amazônia, tendo como integrantes as universidades federais de Cuiabá, Belém, Manaus, Rio Branco e Rondônia.

Após consolidar internacionalmente a UFMT como casa da cultura, com o seu magnífico teatro, biblioteca, museus, atelier livre, orquestra sinfônica, coral, quarteto de cordas, e uma escola de samba, que desfilava nos carnavais de Rua de Cuiabá promovendo a integração universidade e comunidade, tudo isso em apenas onze anos, quando se encerrou o meu mandato de reitor.

Foi o que deu para fazer na década de setenta, e resumir em 2021, nesta minha fase de MANIA NOVA!

 

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