23 de setembro de 2021
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Giovani José da Silva

HISTÓRIAS DE ADMIRAR: QUASE 30 ANOS

Giovani José da Silva
7 JAN 2021 - 21h56min

         Há quase 30 anos entrei pela primeira vez em uma sala de aula exercendo o ofício de professor... Foi na Escola Estadual Cândido Mariano, em outubro de 1991, substituindo a um consagrado professor de Química da cidade, que havia adoecido gravemente. Sim, Química, e para o Ensino Médio, vejam só! De lá para cá fui professor de Ciências Físicas e Biológicas, Geografia, Filosofia para Crianças, História e, praticamente, todos os componentes curriculares (imagináveis) da Educação Básica... Não, não se assustem caros leitores: nos grotões do Brasil que o Brazil não conhece, onde havia professores com um mínimo de formação, esses eram considerados “pau para toda obra”. E, assim, foi/ fui! A Educação Básica vai mal das pernas neste imenso país, há pelo menos um século e meio, e eu, próximo de completar três décadas no magistério, me vejo envolvido em (mais) uma polêmica que encobre o descaso com professores de História, que se “viram” como podem em suas salas de aula, junto aos alunos... Sou um sujeito que se exalta, exagera, se empolga quando fala de suas áreas de pesquisa e atuação, a História Indígena e o Ensino de História! Sei que muitas vezes passo de certos limites, especialmente ao defender um Ensino que não seja esvaziado de seu poder de transformação/ emancipação. Contudo, não ajo de má-fé, não pauto minhas atitudes, dentro e fora do ambiente escolar/ universitário, por “trairagens” e atitudes duvidosas. Ouço colegas (e ex-colegas, também), dizendo aqui e ali que eu ainda não superei problemas enfrentados em equipe quando da elaboração da primeira versão da BNCC – História, entre 2015 e 2016. Ah, é muito difícil mesmo superar maledicências e desonestidades, promovidas sobretudo por quem deveria zelar para que a Educação em nosso país chegasse a todos, sem exceção, e com excelência. Talvez devesse fazer (mais) terapia... Agora mesmo está complicado entender por que algumas de minhas palavras (equivocadas/ infelizes, eu concordo em parte) proferidas no ano passado (!), sejam alvo de críticas tão pesadas, que resvalam para o pessoal e, pior do que isso, escondem ataques espúrios, travestidos de erudição/ compostura científica. Estou muito cansado disso tudo, reafirmando também que, antes de ser fiel às “guildas acadêmicas” às quais (ainda) pertenço, sou leal a princípios e valores éticos e às amizades verdadeiras que construí ao longo da vida. Se sei que um amigo será covardemente atacado, eu o aviso com antecedência, peço que se prepare para a artilharia pesada e, ainda que eu saiba que esteja errado, jamais me dirigirei a ele com ares de “bem feito! Foi você quem procurou por isso e agora arque com as consequências”. Aceito humildemente todas as críticas que porventura venha a sofrer por palavras mal ditas/ escritas, mas não aceitarei, jamais, a infâmia e a desonra vindas de quem quer que seja, muito menos de quem não faz outra coisa a não ser me espezinhar, sem desejar o diálogo franco e aberto, há tempos. Quase 30 anos atrás tornei-me professor e há pelo menos 14 estou no Ensino Superior... Ao contrário do que já li nos últimos dias, não tenho nenhum projeto de poder/ político-ideológico (?) obscuro/ sombrio e nem o desejo (secreto ou não) de falar por coletividades, sejam elas quais forem. Ao fim e ao cabo, a Educação Básica continuará relegada ao abandono em que se encontra e nada disso reverterá em benefício dos professores de História do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, a quem tanto defendo e quero o bem. Lamento profundamente que hoje a “história de admirar” seja um desabafo, mas eu precisava dividir com vocês, caros leitores, a tristeza por ser alvo de ataques vindos de quem deveria estar mais preocupado com a situação das escolas e de quem nelas trabalha, muitas vezes em condições precaríssimas e sem esperanças de melhorias. A universidade no Brasil, em geral, ainda se mantém apartada do restante da sociedade, encastelada e alheia ao que acontece a sua volta, e seus membros muitas vezes envolvidos em situações em que a arrogância intelectual se apresenta como protagonista. Peço sinceras desculpas se ofendi a alguém com minhas palavras exaltadas, mas já sei que não me pedirão desculpas por terem elevado a crítica a um tom deplorável e infeliz. Talvez seja a hora de retornar às salas de aula da Educação Básica ou de procurar outra coisa para fazer na vida, uma vez que essas disputas feitas em baixíssimo nível nunca me interessaram, nem mesmo quando da graduação em História, no antigo CeUA. Daqueles tempos até os dias de hoje, uma linda trajetória foi construída e não permitirei que absolutamente ninguém tente destrui-la! Enquanto isso, a Educação Básica clama por diálogo, pela troca, pelo compartilhamento, mas ainda é pouco ou quase nada o que se faz por crianças, adolescentes, jovens e adultos que merecem muito mais de nós – e não embates ineficazes e/ ou cortinas de fumaça que tentam esconder que “há algo de podre no reino”. Assim como há quase 30 anos...

 

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