Maria de Lourdes Medeiros Bruno
ENTRE O PASSADO E O PRESENTE
“Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar/ Há um deus em
Cada gesto em cada olhar/ mas nós não temos é coragem de falar” (Fim de Caso
Dolores Duran)
Em se tratando dos tempos atuais, a mulher sofre todas as penas e culpas, principalmente se fosse ela, a mulher quem terminasse. Num primeiro e quase rápido julgamento.
Trata-se de letra, de música criada entre 1930 e 1959, datas que indicam o nascimento e a morte de uma grande e importante compositora, Dolores Duran.
Romântica e criativa soube viver grandes amores, apresentando para a época, já citada maravilhosas peças musicais.
Era outro momento, outra política dos costumes e de vida. E por vezes o romantismo, talvez ainda existisse, trabalhando a convivência amorosa de outra visão, com outro comportamento.
“Mas de repente/ Fomos ficando cada vez mais sozinhos/ Embora juntos cada qual tem seu caminho/ E já Não temos mais vontade de brigar”/ talvez, nestes versos destacados presença feminina indica novos destinos para o casal de comportamentos aparentemente resolvidos: outros relacionamentos. Nova vida amorosa.
Chegando mais para os nossos momentos, 25 de julho de 1963, com a composição que tem como título “Entre Tapas e Beijos”, de autoria de Leandro e Leonardo, também é uma sensação musical, prestando atenção na letra: “Perguntaram pra mim/ Se ainda gosto dela/ Respondi tenho ódio/E morro de amor por ela”.
Reflete relação dos conflitos, da dependência mútua. De o famoso ir e vir do amor. Com alguma dose de certa violência: “Entre tapas e beijos”.
Por que será que o romantismo perde a vez para o ciúme? A raiva e o desamor?
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Bibliografia:
Dolores Duran.Fim de Caso.Rio de Janeeiro.1958
Leandro&Leonardo.Entre Tapas e Beijos.Goianópolis. 1987 
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