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Maria de Lourdes Medeiros Bruno

Não gosto...

Não gosto...
das despedidas nem na ficção. Causam-me uma profunda e dolorida tristeza, pela impotência do ato da separação;
da ficção quando trabalha um envolvimento entre a personagem e o telespectador;
do mistério da ficção quando leva o telespectador ao universo literário da ficção e da dramaturgia;
da maravilhosa ficção trabalhada em todos aspectos porque torna impossível qualquer reação
daqueles que não fazem parte do mundo literário e não atuam no espaço poético transfigurado;
da ficção quando a personagem sofre e transfigura cada personagem na vida do telespectador.
E assim foi D. Jacutinga revelando magistralmente o sofrimento do estar só e partindo em busca de algo que já passou. Assim tal qual o vento nas tardes de outono.
Personagem suave, mas ao mesmo tempo conquistadora e manipuladora na arte da poesia humana...
Partiu.
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
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bora Mosqueira
 
 
 
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