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Maria de Lourdes Medeiros Bruno

Renascer

“Com o salário mínimo não dá nem para comprar comida, que dirá sonhos”

 

 

Cena icônica, para não dizer emblemática e inesquecível onde Dona Patroa, agora Iolanda, rompe com o famoso e cruel Coronel Pica-Pau (filho), seu marido e mandão de todas as ordens, na Fazenda, da qual é proprietário e senhor das terras e dos empregados. 

Presenciou a traição e cenas violentas de agressão sexual do marido voltada para uma empregada das plantações de cacau...

E aí percebeu, na real, quem realmente ele era... Psicopata. Cruel e sanguinário. Matar, para ele, Coronel Egídio, personagem da novela “Renascer”, sempre foi a única solução. E a mais prática...

Com variados e armados capangas, muito valente... Mandava bater... Dar uma famosa coça, quando exigiam direitos trabalhistas...Muitos dos empregados nem sabiam o que era isso...

Até que um dia, rompendo com todos seus limites femininos, resolveu romper com ele, saindo de casa...

Após sentir, na própria pele o peso de uma traição, submissão, violência e relacionamento tóxico.

Aguentava tudo, em nome de um casamento das famosas juras eternas e da famosa frase: “-Ele é assim mesmo.” Ou então: “-Agora temos uma filha...” E dê-lhe traição. Traição e traição...

Grosserias... Agressões verbais...

Atitudes machistas. Sempre sendo chamada de Dona Patroa, mas sem qualquer significado vital ou carinhoso...

Sem sair de casa para nada.

Servindo sempre.

 

Maria de Lourdes Medeiros Bruno     

 

 

 

 

 

 

 

 

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