30 de novembro de 2021
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Lidio de Souza Neto

Piracema: o fantasma da fome volta a assombrar!

?Nos anos 90, durante uma semana no rio, era certa a captura de 300 quilos de peixe!?

Rhobson ADM
27 OUT 2015 - 23h00min
A Piracema está chegando. Na Bacia do Rio Paraguai, a pesca fecha no dia 5 de novembro, em razão do início do Período de Defeso. Neste ano, diferentemente dos anos anteriores, a fiscalização visando o período de reprodução, teve início mais cedo, dia 23 de outubro. Ainda com a pesca aberta, iniciou-se a chamada ?Operação Pré-Piracema? da Polícia Militar Ambiental. 
 
Nesta oportunidade, é empregado todo o efetivo disponível da PMA. A ?Operação Pré-Piracema? deve estender-se até o dia 6 de novembro, um dia após o início do período da Piracema, que acontece no dia 5 de novembro, e vai até o dia 28 de fevereiro de 2016.
 
Ao contrário das opiniões evasivas de alguns órgãos de imprensa e proprietários de comércio, voltado para o ramo da pesca e turismo, como camping, pesqueiros, áreas de lazer às margens dos rios Aquidauana, Miranda e Coxim, principais rios da Bacia do Rio Paraguai, ainda há muitas ofertas de vagas nesses locais, em virtudes da recessão reinante e da fraca temporada de pesca, nesta região.
 
É óbvio que, neste período, próximo ao início da Piracema, aumenta a demanda de pescadores no Estado, pela falsa impressão de que a captura de pescado fica mais fácil. Ledo engano! Por outro lado, em virtudes das propagandas ?enganosas?, a fiscalização ambiental tem muito mais trabalho. Aumentam sim, a quantidade de pescados apreendidos, de petrechos proibidos, de pescadores penalizados na forma das leis ambientais e rigores da fiscalização.
 
O que é Piracema?  Piracema ou Período de Defeso é a subidas dos peixes em cardumes para as áreas das cabeceiras dos rios onde ocorre a desova. Geralmente ocorre do início de novembro ao final de fevereiro, com extensão até março em locais considerados como áreas de reservas de recurso pesqueiros. 
 
Neste período, os pescadores profissionais filiados nas Colônias de pesca do estado, relegados pela falta de apoio dos políticos, convivem com o fantasma da fome e quase sem nenhuma de perspectiva de meios, para suprir suas necessidades básicas para o sustento de sua família. O Estado, não tem o mínimo de preocupação em planejar políticas emergenciais em prol desta classe de profissionais, que exerce um papel importante e alavanca a economia na sua localidade. 
 
Estes profissionais, só são lembrados em anos de eleições. Passado esse período ficam a mercê da sorte. Esta situação sistemática se tornou uma rotina na vida destes profissionais da pesca, por ocasião do período da piracema.
 
Estão redondamente enganados aqueles que querem atribuir esta situação de penúria e descasos, a legislação mais rígida, ou à fiscalização rigorosa dos órgãos competentes, que fazem valer as leis da pesca. 
 
Hoje o peixe está cada vez mais escasso, e isso exige muito mais empenho e gasto dos pescadores. Muitos não conseguem nem ?empatar? e, assim os gastos feitos durante a fraca temporada de pesca, vira uma bola de neve e acabam comprometendo este profissional cada vez mais com os seus credores. Que não são políticos e não têm nada a ver com isso.
 
Nos idos anos 90, durante uma semana de pescaria era certo a captura de 300 quilos de peixe por pescador. Hoje, a grande maioria, não consegue capturar 40 quilos. O pior ainda está por vir: o ?atravessador?. Este personagem, imune aos sofrimentos do pescador, dita a tabela de preço do peixe, muito abaixo do que vale. Posteriormente, o peixe é vendido nas peixarias com o preço bem a cima do pago aos pescadores, que sofrem as adversidades do tempo e as fiscalizações rigorosas.
 
Por outro lado, enganam-se aqueles que querem responsabilizar o pescador profissional pela escassez do peixe, ou pela depredação e poluição dos rios. Os pescadores profissionais não têm pesqueiro particular, não têm hotel fazenda com área de lazer e piscinas construídas em áreas de preservação permanente e nem têm suinocultura ou usina sulco-alcooleira nas nascentes desses principais rios do estado. 
 
A poluição dos rios Aquidauana e Miranda, começa nos municípios de São Gabriel do Oeste e Maracaju, respectivamente. Um pela suinocultura e o outro pelas usinas sulco-alcooleira. Esses empreendimentos foram construídos nas nascentes desses rios e suas águas já chegam poluídas, onde se concentram a maioria dos empreendimentos voltados para a exploração do turismo e da pesca legal.
 
Nos municípios de Aquidauana, Anastácio e Miranda, a maioria dos pescadores nasceu e cresceu à beira dos rios e aprendeu com os pais a profissão. Hoje, por forças das adversidades do dia-a-dia, além da falta de oportunidades e de uma política eficaz acerca do assunto, não sabe quase nada além de praticar a pesca para garantir a sobrevivência de sua família.
 
?ESPAÇO VERDE. 12 ANOS AO SEU LADO, PRIMANDO PELA VIDA E O MEIO AMBIENTE!?
 
 
SARGENTO LÍDIO DE SOUZA NETO - ESPAÇO VERDE
 

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